Engana-se quem pensa que enfermeiro é apenas aquele que circula pelos corredores de hospitais e salas de emergência. A atuação desse trabalhador vai muito além. Clínicas especializadas, consultorias e procedimentos estéticos integram o leque de possibilidades para quem está na área e busca empreender.

Que o diga Micheline Sarquis, de 44 anos. Formada há 22 em Enfermagem, ela diz que a realização profissional só veio quando abriu o próprio consultório, no Barro Preto, região Centro-Sul da capital. “Temos autonomia de conhecimento e áreas de competência exclusivas”, afirma.

Especialista em Estomaterapia (que cuida de ferimentos na pele), Micheline diz que o enfermeiro também pode examinar, prescrever e tratar lesões crônicas em alguns casos. “Eu, por exemplo, atendo pacientes com feridas de difícil cicatrização e até consigo reverter quadros de amputação de membros com a utilização de técnicas e tecnologia inovadora”, explica.

“A grade curricular conta com disciplinas de administração, empreendedorismo, criatividade, liderança e inovação para que os alunos aprendam a desenvolver as ferramentas necessárias e sejam promissores” (Débora Cristine Pinto, das Faculdades Promove)

Estética

Investir em uma clínica, no Centro de Contagem, na Grande BH, foi a aposta de Flávia de Faria, de 37 anos. Apaixonada por estética e com boas projeções de retorno financeiro, ela oferece serviços de limpeza de pele, massagem, depilação a laser e tratamentos de calvície e celulite. 

“Como enfermeira dermatoestetica não corrijo apenas pequenas falhas relacionadas à beleza física. Consigo compreender as disfunções provocadas por problemas de saúde, por ser da competência da minha profissão o cuidado como um todo”, esclarece.

Profissão autônoma

A profissão tem legislação própria, regulamentada pelo Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). Pelo órgão, há pelo menos 140 especializações. Segundo a coordenadora do curso nas Faculdades Kennedy, Débora Cristine Pinto, a formação superior é essencial para direcionar os futuros empreendedores.

“As potencialidades são desenvolvidas dentro da graduação. A grade curricular conta com disciplinas de administração, empreendedorismo, criatividade, liderança e inovação para que os alunos aprendam a desenvolver as ferramentas necessárias e sejam promissores”, frisa.

Apesar de culturalmente ser representado como coadjuvante em ambientes hospitalares, Débora Cristine destaca o protagonismo do enfermeiro na assistência ao paciente, educação de novos profissionais e, ainda, na administração e organização de serviços em saúde.

Proprietário de duas casas de repouso para idosos na capital, Bruno Oliveira, de 38 anos, fez o caminho inverso. Formado em administração, retornou para a sala de aula para aprender a cuidar da saúde dos hóspedes.

“Como gestor, percebi que precisava do conhecimento técnico em saúde para promover bem-estar aos internos. Hoje, sei que, ao idoso, não basta somente fazer uma atividade física, mas é preciso que essa prática tenha funcionalidade na reabilitação dele”, esclareceu o estudante do 9º período de Enfermagem da Kennedy.

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