Por determinação da Justiça, o Clube Oásis, localizado na rua Salinas, no tradicional Bairro Santa Tereza, em Belo Horizonte, perdeu quase um terço do terreno de 5.900 metros quadrados. A decisão é do juiz Michel Curi, da 1ª Vara da Fazenda Pública Estadual e Autarquias, que considerou que parte do terreno não pertence ao clube. Desde agosto de 1970, a ação de demarcação e divisão do terreno tramita no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

A medida judicial interditou a secretaria, academia, sauna feminina, restaurante, cozinha, todas as piscinas, além do ginásio poliesportivo do Oásis, que tem 53 anos existência. Ao todo, foram confiscados 1.800 metros quadrados. Ficaram de fora o salão social, sauna masculina, parte da academia e as quadras localizadas na parte baixa do terreno. Neste sábado, já foi iniciada a demarcação do espaço.

O presidente do clube, Valdemar Gonzatto, declarou nesta tarde que irá recorrer até a última instância para reverter a decisão. Caso contrário, segundo ele, o Oásis corre risco de fechar as portas. Atualmente, o clube possui 40 funcionários e aproximadamente 900 sócios. “O terreno pertence ao clube, temos escritura comprovando. Vamos até o Supremo Tribunal Federal para reverter essa decisão”, afirma.

Apesar da longa batalha judicial, que já dura 45 anos, Gonzatto diz que a decisão surpreendeu a todos no clube. “Não recebemos notificação. E hoje já começaram os trabalhos de remarcação do terreno. Isso entristece a gente demais porque o Oásis exerce uma função social muito forte no bairro”. Durante toda sexta-feira, oficial de Justiça, engenheiro perito e topografo passaram o dia medindo e demarcando o terreno. O autor da ação é uma família. Os advogados dela não foram localizados para comentar a decisão.