Os boatos que circulam em redes sociais sobre uma nova paralisação dos caminhoneiros a partir desta segunda-feira (3) provocaram uma corrida a postos de combustíveis em Belo Horizonte neste sábado (1º). 
 
Mesmo com o desconhecimento da greve por Polícia Militar, Associação Brasileira dos Caminhoneiros e Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Minaspetro), alguns motoristas encheram os tanques. A reportagem do Hoje em Dia fez contato com postos de combustíveis de diferentes regiões de BH e constatou alta na procura por gasolina.

“Houve um aumento absurdo, todo mundo com medo dos boatos de greve. Geralmente, no sábado, atendemos cerca de 120 carros, hoje foram uns 300”, contou o frentista Leandro Souza, de 32 anos, funcionário do Posto Cabral, localizado na trincheira entre as avenidas do Contorno e Raja Gabaglia, Centro-Sul de BH. 

Ele afirma ter obtido informações não-oficiais de um caminhoneiro. “Hoje teve um descarregamento de combustível e o motorista do caminhão me disse que pararia de trabalhar de domingo para segunda-feira, mas não recebemos nenhum comunicado oficial”, explicou. 
 
Na avenida Cristiano Machado, a situação foi parecida e funcionários relataram que mais clientes procuraram abastecimento. “Está bem mais cheio que o normal, mas temos combustível suficiente para atender no fim de semana. Até o momento, ninguém falou nada com a gente de paralisação”, destacou o gerente do Posto Pica Pau, no bairro Floramar, Nordeste de BH. 
 
Um outro estabelecimento da avenida, que foi surpreendido com o movimento extra, foi o Posto Wap, no bairro Minaslândia. “A gente teve aumento só no número de clientes. Não chegamos a fazer nenhum repasse de preço. Hoje ficamos com todas as bombas com três, quatro carros em cada”, pontuou Bruna Guimarães, de 26 anos, gerente do local. 

Leitores do jornal Hoje em Dia, que abasteceram em postos das ruas do Ouro, na Serra, e da avenida Uruguai, no Sion, destacaram que funcionários dos estabelecimentos observaram movimento anormal, acima da média, para um sábado à tarde.

Boatos 
 

Entidades sindicais que trabalham diretamente com os caminhoneiros e postos de combustíveis desconhecem uma nova paralisação. O Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindipetro) e o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo do Estado de Minas Gerais (Minaspetro) informaram que não possuem informações sobre o assunto. 

O chefe da sala de imprensa da Polícia Militar, major Flávio Santiago disse que as mensagens não passam de especulação propagada no WhatsApp. A Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) também desconhece uma nova paralisação.

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