Enfermeiros, técnicos de enfermagem e de laboratório realizam uma paralisação na porta do Hospital Júlia Kubitschek, no bairro Araguaia, região do Barreiro, em Belo Horizonte, nesta quinta-feira (5).
 
O ato de protesto começou por volta das 7 horas e deve terminar às 10 horas, quando o atendimento deve ser normalizado na unidade de saúde. Os procedimentos de urgência e emergência foram mantidos, conforme a representante do SindicatoÚnico  dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sind-Saúde), Neuza Freitas. 
 
Ao todo, cerca de 30 pessoas fazem parte da manifestação – que até o momento não atrapalhou o trânsito do entorno. “A falta de trabalhador é a nossa principal questão. Não temos gente sequer para fazer escala”, denuncia Neuza, que também é empregada do hospital. De acordo com a representante, apenas na unidade emergência há um déficit de sete funcionários. 
 
Além do reajuste salarial, os servidores reivindicam revisão do Plano de Carreira, respeito aos direitos trabalhistas e revisão das distorções nas tabelas e o cumprimento da jornada de 30 horas semanais na Fundação Hospitalar do Estdo de Minas Gerais (Fhemig).
 
Mobilização
 
Quem passou pelas imediações do hospital nesta manhã recebeu panfletos dos protestantes que explicavam as razões da paralisação. Um carro de som e banda de música ajudavam os manifestantes a chamar a atenção das pessoas para as questões reivindicadas pelos funcionários da saúde.
 
Os médicos da unidade não participaram do protesto, conforme o Sind-Saúde. 
 
Estão previstas outras paralisações em unidades de saúde da capital e da Grande BH até o dia 13 de setembro, quando representantes do Sind-Saúde se reunirão com o governo e farão uma nova assembleia.
 
A expectativa é de que após o encontro com a administração pública, os funcionários da saúde possam definir na reunião com a categoria os rumos do movimento mediante as propostas que devem ser apresentadas pelo governo. 
 
Hospital Júlia Kubitschek
 
O Hospital Júlia Kubitschek (HJK), localizado no bairro Araguaia em Belo Horizonte, foi inaugurado em 1958 e, a princípio, foi destinado ao tratamento de tuberculose. A localização e a extensão do terreno se justificam pela importância que tinha na época a pureza do ar no tratamento destas doença e de outras patologias pulmonares. 
 
Em 1967, com a unificação dos Institutos de Previdência, o HJK passa a ser vinculado ao Inamps e, posteriormente, à Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais. No final dos anos 80, o hospital foi reformado e reequipado e passou a funcionar como Hospital Geral de abrangência regional.
 
Atua nas áreas de Tisiologia, Pneumologia, e cirúrgia torácica, atendendo ainda outras especialidades médicas (clínica médica, pediatria, cirurgia geral, obstetrícia, odontologia, pré-natal). Atende as urgências e emergências em clínica médica, cirurgia geral, pediatria e gineco-obstetrícia.
 
O hospital é considerado referência secundária em gravidez de médio e alto risco, com serviços de assistência integral à saúde da mulher e da criança. (*) Com informações da Fhemig