Respeito aos negros e aos povos indígenas. Esse foi o recado do bloco Magnólia antes do início do desfile na tarde desta terça-feira (5) de Carnaval em Belo Horizonte, na avenida Américo Vespúcio, bairro Caiçara, Noroeste da capital. O discurso foi feito em alerta às pessoas fantasiadas de índios e personalidades negras na festa de Momo na capital. 

Fundador e coordenador do Magnólia, Flávio Teixeira explicou que é responsabilidade dos blocos de Carnaval zelarem pelo respeito à diversidade. “Temos que fazer as pessoas repensarem as atitudes. O Carnaval é um momento de reunião de pessoas e devemos respeitar a cultura, a etnia e as escolhas de cada um”, reforça. 

Ainda conforme Teixeira, a expectativa é de que o Magnólia arraste 25 mil pessoas ao som do que o grupo classifica como Jazz “clássico e popular”. 

O estilo musical inclusive foi o que trouxe a professora Olga Alves, de 61 anos, ao cortejo do bloco pelo terceiro ano consecutivo. “Eu amo o Magnólia. Vejo as pessoas dançando o Jazz e acho lindo, encantador”, conta. Para a docente, o Magnólia é o segundo melhor bloco da capital, ficando atrás apenas do Então, Brilha!. “E depois é o bloco do Peixoto. Acabando aqui eu vou correr pra lá”, garantiu. 

Politizado

Magnólia

Durante o desfile, os foliões entoaram cânticos contra os políticos. As críticas também estavam nas fantasias. 

O casal de professores Reinaldo Fernandes, de 55, e Jane Alves, de 61, vestiu camisetas rosa e azul, uma crítica a fala da ministra da Mulher, Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, em que ela afirmou que menino veste azul e menina rosa. 

“O Carnaval é diversidade. Cada um usa o que quiser e viemos em protesto para mostrar isso”, disse Reinaldo que veio de Brumadinho, na Grande BH, para curtir a folia na capital. “É o melhor Carnaval do Brasil”, garantiu.

Magnólia leva jazz para o Caiçara