TRÊS CORAÇÕES – Do risco de fechar as portas à referência em educação de qualidade. Após amargar uma década de incertezas com perda de alunos, greve e dívida milionária, a Universidade Vale do Rio Verde (UninCor) colhe os frutos de uma ampla reestru-turação. A instituição passará por processo de recredenciamento junto ao Ministério da Educação (MEC) e, em breve, poderá abrir novos cursos e expandir as unidades.

Visitas técnicas de avaliadores da pasta federal já estão agendadas para os próximos meses. A expectativa é maior para a graduação em Medicina. Impedido de receber novos estudantes desde 2013, o curso ganhou aporte de R$ 5 milhões e tem na gaveta um projeto para formar profissionais mais articulados e aptos às demandas da saúde.

Chamado de PBL – do inglês Problem Based Learning –, a metodologia da Aprendizagem Baseada em Problemas é o trunfo para reconquistar o espaço perdido. Nela, as aulas convencionais dão lugar a dinâmicas de grupo. “Estamos preparados. Temos total segurança e tranquilidade de que vamos voltar com o curso de Medicina”, afirma o diretor geral da UninCor, Leandro Rodrigues de Souza.

Transição

No cargo há pouco mais de dois anos, ele integra o novo grupo gestor, especializado em educação superior e que assumiu o controle da rede de ensino em outubro de 2013. Na época, a instituição enfrentava grave crise. O passivo trabalhista ultrapassava R$ 60 milhões. Além de quitar dívidas, os gestores investiram cerca de R$ 30 milhões em cinco unidades espalhadas pelo Estado – campus Três Corações, Belo Horizonte, Betim, Pará de Minas e Caxambu. Prédios foram modernizados, laboratórios expandidos com novos equipamentos e professores, capacitados.

De lá para cá, foram 17 avaliações feitas por comissões do MEC. Todas com nota 4 (em uma escala que vai até 5), pontuação considerada alta e acima da média de universidades privadas no Brasil.