A operação “Grifo” do Comando de Policiamento Especializado (CPE) terminou na prisão de pelo menos 25 pessoas, nesta terça-feira (23), em Belo Horizonte. De acordo com o coronel Ricardo Garcia Machado, do CPE, os militares se dividiram em 28 pontos estratégicos da região Centro-Sul e no Anel Rodoviário da capital. O objetivo, informou o coronel, foi trazer mais segurança para a população e prevenir a prática de crimes e delitos.
 
Aproximadamente 600 pessoas e 400 veículos foram abordados. Segundo o coronel, das pessoas presas, seis tinham mandado de prisão em aberto por crimes contra o patrimônio, furto, roubo, homicídio, entre outros. As outras pessoas foram presas em flagrante por porte ilegal de arma, receptação, veículo clonado e suspeitas de envolvimento com o tráfico de drogas. Houve ainda a apreensão de drogas e de cinco armas de fogo, dentre elas uma submetralhadora 9 mm e uma fuzil 762. Três veículos foram apreendidos, sendo um por clonagem e dois com queixa de furto.
 
Cerca de 400 militares, inclusive os do Batalhão de Rondas Táticas Metropolitana (Rotam), atuaram na operação, que teve início às 8h desta terça-feira e foi finalizada por volta das 19h30. A cavalaria da PM também atuou em 23 pontos da região Centro-Sul de Belo Horizonte, dentre eles nos bairros Savassi, Sion, Mangabeiras e Centro. 
 
Assassinato de soldado do Exército
 
Durante a operação “Grifo” foi apreendido o adolescente de 16 anos suspeito de matar um soldado do Exército Braisleiro, em 9 de julho. O crime ocorreu dentro de uma drogaria, no bairro Urca, região da Pampulha de Belo Horizonte. O soldado Hudson Breno Cabral de Souza morreu após ser baleado. O menor foi abordado pela PM por suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas.
 
O suspeito de ter atirado em Souza, H.A.S., de 16 anos, foi reconhecido pelos militares que fizeram a apreensão, pois ele foi filmado durante o assassinato do soldado. “O menor assumiu o homicídio e disse que sabia que tinha um mandado de apreensão aberto contra ele. Ele disse também que, na verdade, queria matar um colega do soldado, que é o seu desafeto no tráfico de drogas. Como não conseguiu atirar em seu alvo, acabou matando o soldado”, afirmou o sargento Wellison Alípio. 
 
Perguntando se o soldado do Exército também teria envolvimento com o tráfico de drogas, o sargento afirmou que o adolescente não foi claro quanto a isso. H.A.S. teria alegado apenas que sofria ameaças por parte do soldado. 
 
Um inquérito foi aberto pela Polícia Civil para investigar a morte do soldado.
 
Com H.A.S., estavam outras quatro pessoas suspeitas de envolvimento com o tráfico de drogas, são elas: uma adolescente de 17 anos, Rodrigo Carlos Santos Lima, de 18 anos, Júnior da Cruz de Jesus, de 22 anos, e Vinícius Pereira da Silva, de 19 anos. 
 
Com o grupo, foram apreendidos 88 pedras de crack, 100 gramas de crack de pedra bruta, uma porção de maconha de 50 gramas, 14 munições de calibre 38, R$ 302 em dinheiro e sete celulares.
 
Os cinco foram encaminhados para a Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Autor de Ato Infracional (CIA/BH).