Comerciante fecha as portas e pendura faixa de desabafo após sofrer prejuízo de R$ 60 mil em BH

Tabata Martins - Hoje em Dia
30/05/2014 às 17:16.
Atualizado em 18/11/2021 às 02:48
 (Ricardo Bastos/Hoje em Dia)

(Ricardo Bastos/Hoje em Dia)

"Informo que, devido à falta de segurança, estou fechando o meu comércio. Fui assaltado no dia 19/05/14. Não acredito mais em leis, Justiça, nem nada neste sentido", diz uma faixa pendurada em frente a imóvel onde funcionava uma loja de motocicletas, na esquina entre as avenidas do Contorno e Amazonas, no bairro Prado, na região Oeste de Belo Horizonte. O desabafo foi escrito pelo dono do comércio, Carlos Henrique Bernardes, de 46 anos.   Indignado com o fato de ter sofrido prejuízo de R$ 60 mil ao ser roubado no ultimo dia 19, o comerciante conta que, apesar de ter sido vítima de assalto uma única vez em 14 anos, ele resolveu fechar as portas e protestar por meio da faixa. "Foi uma forma de protesto, mas sei que isso não significa nada para ninguém que possa fazer alguma, como a polícia e nossos legisladores", diz o empresário.   O comerciante relatou que não estava presente na hora do roubo, mas que ficou tão indignado com a falta de segurança que fechou o comércio no mesmo dia. Ele contou que, durante o crime, dois clientes e um funcionário foram rendidos por três homens, sendo um armado. Em poucos minutos, o trio, que usava óculos escuros e boné e segurava mochila com galão de gasolina, ameaçou matar as vítimas, Todos foram amarrados e, em seguida, os suspeitos fugiram levando duas motocicletas avaliadas em R$ 20 mil e R$ 40 mil cada. "Eles já até trouxeram a gasolina para poderem sair com as motos, uma vez que elas ficam com pouco combustível paradas na loja", explica Carlos Henrique.   Com receio de ser novamente alvo de criminosos, o empresário garante que não irá voltar atrás em sua decisão, além de mudar de ramo. "De jeito nenhum eu vou reabrir a loja", enfatiza.   A reportagem do Hoje em Dia tentou contato com comandante do 22º Batalhão da Polícia Militar (PM), que é o responsável pelo policiamento na região onde a loja funcionava, mas não conseguiu contato com o tenente-coronel Eucles Figueiredo Honorato Júnior.

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