Se um comerciante tem dúvidas com relação à autenticidade da nota, o melhor é não recebê-la. A orientação é da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL/BH). Além disso, o vendedor não é obrigado a aceitar as cédulas, conforme destaca a coordenadora do Setor Jurídico da entidade, Yasmin Batista. 

“O ideal é que fale com jeito, evitando constrangimento, que o dinheiro tem indícios de que é falso. Nem sempre a pessoa que está tentando comprar sabe disso, ela pode ter recebido de alguém”, afirma a representante da CDL.

Quem trabalha em comércio e tem dificuldade na identificação pode lançar mão de algumas alternativas que não pesam tanto no bolso. 
Uma delas é a lâmpada de luz fluorescente, comprada em lojas de artigos elétricos e depósitos de construção. Os modelos mais baratos saem por cerca de R$ 25. Existe ainda a caneta detectora de dinheiro falso, que custa entre R$ 5 e R$ 10, podendo ser encontrada em papelarias.

Dono de uma tabacaria no Centro de Belo Horizonte, Augusto Marquez Henriques, de 36 anos, sempre deixa a postos os dois artefatos “pega-golpista”. “Outro dia, veio um cara aqui tentando comprar com uma nota de R$ 100”, lembrou.

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