O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), Marcelo de Souza e Silva, fez um apelo por um acordo entre empregados e patrões. 

“O comércio e o povo trabalhador de Belo Horizonte não aguentam mais. Respeitamos o direito à greve, é legítimo que os trabalhadores queiram melhorias salariais. Mas fazemos um apelo para que haja diálogo entre a Prefeitura, as empresas, os sindicatos e Justiça do Trabalho para que entrem em um acordo o mais rápido possível. O comércio foi o setor da economia que mais sofreu ao longo desses quase dois anos de pandemia. Agora, com a proximidade do Natal, todos estão se esforçando ao máximo para recuperar um pouco o prejuízo”, disse.

O sindicato patronal, no entanto, alega que a ausência, desde 2018, de reajuste tarifário anual previsto em contrato com o município impossibilita as empresas de transporte de cumprirem as exigências dos motoristas para que eles retornem ao trabalho.

Em nota, o SetraBH afirma que requer apenas o cumprimento das cláusulas do contrato de concessão e que já ajuizou duas ações no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) para cobrar do município o reajuste tarifário anual.

O sindicato dos trabalhadores, por sua vez, reitera que não estabelece nenhuma relação entre o reajuste tarifário e o cumprimento das exigências feitas ao Setra-BH. Em nota, o STTRBH afirma que a greve continua até que o sindicato patronal apresente uma proposta que atenda ao pedido feito pela categoria.

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