A divulgação dos direitos das mulheres, incluindo locais e formas de atendimento diante de uma situação de violação, ganhou um reforço com a publicação, no início do mês, da cartilha “Sempre Vivas: Serviços de Atendimentos à Mulher”. O documento (baixe aqui), foi desenvolvido pela “Sempre Vivas”, projeto da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

De acordo com o grupo, o livreto tem linguagem acessível e objetiva, e busca ampliar a disseminação dos direitos e dos serviços de defesa da mulher disponíveis no Estado. O conteúdo dá atenção às cidades de interior, locais onde “as informações sobre a lei Maria da Penha, inclusive o conhecimento básico das situações que se configuram como violência, ainda não têm o devido alcance”, conforme nota da Comissão.

“Nós conseguimos, com a colaboração de várias mulheres, poderes e instituições, traduzir as informações da lei Maria da Penha em uma linguagem muito acessível. Qualquer mulher que receber esse material vai conseguir facilmente compreender o que ela tem direito, vai conseguir perceber e identificar com maior facilidade as violências domésticas”, afirmou a deputada Ana Paula Siqueira (Rede), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher.

Ana Paula Siqueira

Ana Paula Siqueira durante lançamento de cartilha

Workshop

Ana relembra que a lei, que completou 15 anos em 2021, traz cinco tipos diferentes de violência, sobre as quais as mulheres precisam ficar atentas, sendo elas física, psicológica, moral, sexual e patrimonial. O assunto será um dos temas de um workshop gratuito (inscrições aqui) que será realizado virtualmente no dia 10 de setembro. O evento será realizado em parceria com a Escola do Legislativo da ALMG.

“Haverá emissão de certificado de participação, com o objetivo de fortalecer a rede de multiplicadores. Além da cartilha chegar às pessoas em locais mais distantes, a gente quer que as mulheres estejam capacitadas para dialogar, a ponto de ajudar mulheres com possibilidade de tornarem-se vítimas das violências. O feminicídio não acontece de uma hora para outra, ele vive uma escalada”, finalizou.

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