Os Comitês das bacias do Rio das Velhas e do Rio Paraopebas registraram nesta segunda (29), um termo de parceria que vai unir as ações de divulgação, mobilização e preservação dos dois rios. O objetivo é desenvolver ações para o fortalecimento de recursos hídricos das duas bacias, responsáveis por 100% do abastecimento de água da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A assinatura ocorreu durante a 91ª Plenária do CBH Rio das Velhas e foi acordada entre os presidentes dos respectivos comitês, Marcus Vinícius Polignano e Denes Martins da Costa Lott. Juntas, as duas bacias são responsáveis por "alimentar" 99 municípios atentendo aproximadamente 6 milhões de pessoas, segundo dados do CBH Rio das Velhas.

Estiagem

Ainda de acordo com o comitê, a estiagem já provoca impacto nos reservatórios do estado, com o Rio das Velhas, responsável por 60% do abastecimento da RMBH, em estado de atenção devido a baixa vazão. 

Dados disponibilizados pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) indicam que nos últimos três dias a vazão do rio ficou entre 9,9 m³/s e 11, 3 m³/s. "Estamos em uma situação crítica, já que só Belo Horizonte capta 6,5m³/s do rio. Está faltando rio para tanta captação", disse o presidente Marcus Vinícius Polignano, atribuindo a situação ao longo período sem chuvas que se estica desde junho e a problemas de permeabilidade na bacia causados por ocupação irregular do solo e desmatamento.

Já o sistema Paraopeba atualmente opera com 56,2% de sua capacidade, sendo o reservatório Sera azul o mais crítico com pouco mais de 31%. A Vargem das Flores atualmente conta com pouco mais de 37% da capacidade enquanto o Rio Manso opera a confortáveis 75,5%.

Um seminário, com nome provisório de "Os dois lados da Moeda: A gestão hídrica no estado" está previso para outubro ou novembro e vai discutir a articulação dos comitês.