As famílias do distrito de Paracatu de Baixo, um dos atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão em novembro do ano passado, terão a missão de escolher, neste sábado (3) o terreno onde será construído o novo distrito. A previsã0o da mineradora Samarco, responsável pela barragem, é de que 108 famílias participem da votação. A eleição será no Centro de Convenções de Mariana entre as 8h e as 17h.

O sistema de escolha é semelhante ao formato que definiu os novos locais para Bento Rodrigues e Gesteira. Os moradores tiveram a oportunidade de visitar os terrenos que foram mapeados, além de terem um vídeo apresentado em 3D com os estudos . Cartilhas também foram distribuídas com informações sobre a água, solo, geologia, tipo de vegetação dos locais, entre outras. Maquetes mostraram como as áreas ficarão.
 
As três áreas identificadas, denominadas de Joel, Toninho e Lucila, estão localizadas próximas ao antigo distrito, atendendo a um dos sete critérios estabelecidos previamente pela comunidade. Os outros seis são: abastecimento de água, disponibilidade de energia, facilidade de acessos, manutenção da vizinhança de Paracatu, relevo-topografia adequado e acesso a transporte público.

Para o local ser escolhido, será necessária a participação de, no mínimo, 60% dos representantes das famílias no dia da votação. Vencerá o terreno que obtiver mais de 60% dos votos válidos. Esses critérios foram definidos em conjunto com a comunidade e o Ministério Público.
 
O próximo passo será a realização do levantamento de expectativas com as famílias para a definição de como será o projeto urbanístico da nova comunidade (localização de escola, posto de saúde, campo de futebol e tamanho das vias) e detalhes da estrutura e características de acabamento das casas. O levantamento é o marco inicial para elaboração do projeto urbanístico da nova comunidade.
 
“A escolha do terreno em Paracatu conclui uma etapa importante no processo de reconstrução dos distritos impactados pelo rompimento da barragem. Como aconteceu antes em Bento Rodrigues e Gesteira, são os futuros moradores que irão decidir onde ficarão suas novas casas, da forma mais democrática possível”, afirma Álvaro Pereira, líder dos programas de reconstrução das comunidades.