Um homem acusado de atirar contra a própria mulher após ela se negar a ter relações sexuais com ele foi condenado pelo Tribunal do Júri em Januária, no Norte de Minas. O crime aconteceu em setembro de 2017, no distrito de Formosa.

A juíza Bárbara Lívio condenou o réu a 12 anos de prisão por tentativa de homicídio triplamente qualificado: motivo fútil, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e simplesmente pela condição de mulher da vítima (feminicídio).

De acordo com a denúncia do Ministério Público, o casal se desentendeu depois de um pequeno churrasco na própria residência. Após a mulher se negar a fazer sexo com o marido, o homem teria se levantado da cama e pegado uma espingarda que estava atrás da porta, para depois atirar contra o rosto da companheira. A mulher foi socorrida, mas ficou com uma extensa cicatriz, que vai desde o canto do lábio direito da vítima até a orelha.

Em sua defesa, o réu alegou que, após o churrasco, ouviu os cães de guarda latirem, o que o fez sair armado para o terreiro para averiguar. Segundo o acusado, quando sua esposa tentou impedi-lo a arma disparou. Mas, a juíza levou em consideração o histórico de violência doméstica do réu para ir contra a defesa.

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