Em sessão tumultuada, a 4ª Conferência Municipal de Política Urbana de BH votou, nesse sábado (19), cerca de 140 propostas sobre a ocupação da cidade. A grande maioria foi aprovada, como a criação de mecanismos para restrição da construção de vagas de garagens. Pela proposta, quem exceder o limite terá que pagar um valor à prefeitura. A arrecadação será usada em políticas de habitação popular.
 
Segundo o presidente do Sindicato dos Condomínios de BH e Região Metropolitana, Carlos Eduardo Queiroz, a distribuição de uma cartilha por parte da prefeitura, emitindo parecer sobre cada proposta, gerou muita polêmica. “As pessoas interpretaram como se ela estivesse querendo influenciar na votação”, comentou.
 
Por meio da assessoria, a prefeitura esclareceu que a “cartilha foi uma avaliação técnica feita a pedido dos delegados do setor popular e é apenas para consulta”.
 
A conferência congrega 243 delegados de diferentes setores, que discutem os rumos do planejamento urbano. Outras duas plenárias acontecem nos próximos sábados. O resultado será transformado em projeto de lei e votado na Câmara Municipal.
 
As discussões da conferência serão alguns dos pontos abordados pelo secretário-adjunto Municipal de Planejamento Urbano, Leonardo Castro. O gestor é o entrevistado da Página 2 da edição desta segunda-feira (21).