Minas Gerais é o segundo Estado com mais áreas regeneradas. Em 30 anos, entre 1985 e 2015, foram regenerados 59.850 hectares do bioma, o que equivale a 598,5 km². O único estado que supera Minas é o Paraná, com 75.612 ha. Já dentro do território mineiro, a cidade de Águas Vermelhas, no Vale do Jequitinhonha, é a que apresenta mais áreas regeneradas, com um total de 3.666 hectáres, seguida por Teófilo Otoni (2.017 ha) e Novo Oriente de Minas (1.988 ha), ambas no Vale do Mucuri.

Os dados publicados nesta segunda-feira (13) fazem parte do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica da Fundação SOS Mata Atlântica. O estudo analisa principalmente a regeneração sobre formações florestais que se apresentam em estágio inicial de vegetação nativa, ou áreas utilizadas anteriormente para pastagem e que hoje estão em estágio avançado de regeneração. Tal processo se deve tanto a causas naturais, quanto induzidas por meio do plantio de mudas de árvores nativas. 

Confira na tabela abaixo a regeneração ocorrida nos municípios:

Tabela

Por outro lado, Águas Vermelhas e Teófilo Otoni figuram na lista dos municípios que mais perderam cobertura florestal nativa.  Já Jequitinhonha, que está no topo do destamento em Minas Gerais, recuperou apenas 507 hectares.

Uma triste notícia é que a Mata Atlântica cobria originalmente 47% da área de Minas Gerais, ou seja, um pouco mais de 27,6 milhões de hectares. Hoje, restam apenas 2,8 milhões hectares do bioma – 10,3% desse total.

De acordo com o Atlas dos Remanescentes Florestais, nos últimos 30 anos foram desmatados 362.525 mil hectares de Mata Atlântica no estado. Dos 853 municípios mineiros, 725 têm ocorrência da Mata Atlântica. 

Minas Gerais conta com nove entre os 100 municípios que mais desmataram entre 1985 e 2015, de acordo com o Atlas dos Municípios da Mata Atlântica. A área total desmatada por eles é de 52.249 mil hectares, ou cerca de 522 quilômetros quadrados, o equivalente ao espaço de quase 35 aeroportos com o tamanho do Internacional de Belo Horizonte (Confins).

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