Com gastronomia, cultura e tradição, a cidade histórica de Congonhas, a 80 quilômetros de Belo Horizonte, festejou nesse domingo (17) três décadas do título de Patrimônio Mundial do Santuário de Bom Jesus de Matosinhos, conferido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

O 15º Festival de Quitandas abriu as comemorações com 48 estandes de bolos, biscoitos, pães e outros quitutes típicos preparados por quitandeiras de mão cheia de Congonhas e de cidades vizinhas. Cerca de 30 mil pessoas passaram pelo evento, que elegeu a melhor quitanda local, o pão de milho com linguiça artesanal do projeto “Resgate da Quitanda”.

O desafio das cozinheiras, nesta edição do festival, foi utilizar a planta (congonha) que deu nome à cidade como ingrediente de um prato ou bebida. O italiano Franco Destefanis visitou a cidade pela primeira vez e aprovou o chá de congonha.

“Gostei muito do chá e de todas as comidas que experimentei aqui”, disse, acrescentando que aproveitou a passagem por Minas Gerais para conhecer tradições e fazer pesquisas sobre a culinária local

Para acompanhar a bebida, o famoso cubu mineiro – massa de fubá envolvida em folha de bananeira – foi preparado no forno de barro de cupim. Parte de um cenário temático, inspirado no interior do Estado e nas tradições rurais, foi montado no festival, com direito também a tachos de cobre e até a animais de fazenda que fizeram a alegria da garotada.

SINALIZAÇÃO

Uma nova sinalização interpretativa do sítio histórico do Santuário de Bom Jesus de Matosinhos também foi inaugurada nesse domingo (17) durante as festividades.

Congonhas é a primeira cidade brasileira a implantar o projeto, desenvolvido pela prefeitura e financiado pelo Ministério do Turismo, com base no manual da Unesco.

Exposições e inaugurações de espaços culturais serão realizadas até dezembro na cidade histórica. Em outubro, está prevista a abertura do Museu de Congonhas, que abrigará réplicas dos 12 profetas de Aleijadinho. “Terá a proporção do Museu de Artes e Ofícios de BH”, contou o presidente da Fundação Municipal de Cultura, Sérgio Reis.

Na categoria melhor quitanda preparada fora de Congonhas, ganharam a broinha de melado, da quitandeira Noeme Lopes, de Itaverava, e o casadinho da quitandeira Janira Aganetti, de Nova Lima