O corpo do jornalista Dídimo Miranda de Paiva, 90 anos, será sepultado neste sábado, às 16 horas, no Cemitério Parque da Colina, no bairro Nova Cintra, região Oeste de Belo Horizonte. Considerado um dos mais talentosos e atuantes jornalistas da sua geração, Dídimo estava internado desde o último dia 2 e faleceu na madrugada deste sábado, vítima de complicações de uma pneumonia. O corpo está sendo velado, desde as 9 horas, na sede do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais (SJPMG).

Nascido em Jacuí, no Sul de Minas, o jornalista atuou em importantes jornais mineiros e marcou a história também pela militância sindical. Ele presidiu o sindicato da categoria em Minas, de 1975 a 1978, período em que o Brasil vivia sob uma ditadura militar. Ele deixa a mulher, Maria Aparecida Murta dos Santos, seis filhos de dois casamentos e sete netos.
  
Um dos filhos de Dídimo, o também jornalista Esdras Paiva, em texto compartilhado nas redes sociais, destacou o amor e a dedicação do pai à profissão e seu espírito libertário. " Redação era uma extensão dele próprio. Tinha um orgulho danado de ter sido um dos autores do código de Ética do jornalista ... Amava a democracia, a liberdade de imprensa, o respeito entre os poderes. Na minha infância, em Belo Horizonte, em meados dos anos 70, nossa casa era uma espécie de quartel general das liberdades democráticas. A casa vivia cheia - eram longas conversas com gente da esquerda, da direita e do centro. Acho que foram alguns dos anos mais ativos - e felizes - da vida dele", lembrou Esdras.

Colegas de profissão também publicaram diversos posts com mensagens de pesar pela morte do  jornalista. Todos destacaram a ética, honradez, coragem e perseverança de Dídimo. "Sua intensa atividade intersindical foi decisiva no surgimento e consolidação do chamado 'Novo Sindicalismo´", escreveu o jornalista João Carlos Amaral. 

Para a  jornalista Lena Brandão, Dídimo foi uma referência no Jornalismo mineiro. "Deixa um grande legado,  além do cumprimento  da verdade  sempre, o desafio é o dever do jornalismo sério! Uma pena! Exemplo de ser humano e admirável companheiro! Meu "Guru" sempre. Perda imensurável  para o jornalismo mineiro e nacional!!, compartilhou Lena nas redes sociais.