O corpo de uma idosa de 91 anos que morreu na madrugada da última segunda-feira (11), em Belo Horizonte, foi trocado por uma funerária e entregue para outra família. Ela teria sido velada e enterrada por engano no Cemitério da Consolação.

As informações foram confirmadas pela neta de Leonora de Jesus Celestino, Josiane Chagas Celestino. Na tarde desta quarta-feira (13), a família da idosa fará a exumação do corpo para realizar o processo de reconhecimento e, então, o enterro.

A mulher estava internada desde o último sábado (9), no Hospital São Francisco de Assis, no bairro Concórdia, com suspeita de Covid-19. O óbito foi registrado na madrugada de segunda, mas apenas foi confirmado à família horas depois. “O hospital alega que tentou entrar em contato com a família, mas só ficamos sabendo que ela tinha morrido na segunda às 14h, quando uma prima e o marido dela estiveram local à procura de notícias. Lá nós fomos informados que o corpo estava no hospital esperando para fazer o sepultamento”, disse Josiane.

De acordo com a neta da idosa, o enterro seria realizado no início da tarde de terça (12), no Cemitério da Saudade, na capital. Porém, próximo ao horário estabelecido, os familiares foram informados pela funerária que o corpo havia sumido. “Nos deixaram sem notícias até às 13h, horário que o enterro estava marcado. Ficamos aguardando o corpo chegar, mas não chegou. Entramos em contato com a funerária e eles informaram que, quando chegaram ao hospital para buscar o corpo, na terça-feira de manhã, ele já tinha sumido. O hospital não sabia onde estava e a funerária dizia que também não estava com ele”, contou.

No hospital, a família foi informada que a idosa já havia sido sepultada, por engano, na segunda-feira. Ela teria sido trocada por uma outra pessoa, um homem. “Trocou por um corpo e a família dele sepultou a minha vó enganada. Quando eles (hospital) viram que tinham feito coisa errada, entraram em contato com a gente e pediram que a gente fosse para o hospital. Quando chegamos, soubemos que o outro corpo ainda estava no necrotério e que a minha avó tinha sido enterrada no lugar dele”, finalizou.

"Houve um equívoco"

Procurada, a Fundação Hospitalar São Francisco de Assis (FHSFA) informou, por nota, que “houve um equívoco por parte da funerária no recolhimento do corpo para deslocamento ao local do enterro” e que, “quando o paciente vai a óbito, é feita a identificação para o mesmo e essa identificação o acompanha em todas as etapas, seguindo todos os processos sistêmicos da Fundação. Todas as etapas são registradas e conferidas por meio de protocolos para garantir a segurança da informação”, disse.

A unidade ainda esclareceu que, neste caso, foi identificado que não houve a devida conferência por parte da funerária o que, “infelizmente, ocasionou na troca dos corpos”.

Uma reunião foi realizada pelo hospital, com a presença dos familiares, como forma de solução para o ocorrido. “Na ocasião, a funerária assumiu a responsabilidade, informando que adotará as ações necessárias para remediar o ocorrido, arcando com todas as despesas”.

O Hoje Em Dia entrou em contato com a funerária em questão, mas foi informado por uma atendente que não havia ninguém no local para falar sobre o fato no momento. 

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