Uma coruja ferida por uma linha de cerol foi resgatada pela Guarda Municipal de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, nesta terça-feira (23). Segundo a corporação, eles foram acionados durante um patrulhamento por moradores que encontraram o bichinho todo enrolado no material cortante em um lote vago na avenida Marco Túlio Isaac.

“Possivelmente ela já se encontrava lá há mais de um dia, porque se encontrava bastante desidratada. Infelizmente essas linhas têm causado esses acidentes com várias aves”, explicou o comandante da guarda, Anderson Reis.

O comandante explicou ainda que a GM tem feito ações educativas e de conscientização para alertar sobre o uso desses materiais cortantes, além de realizar blitzen na cidade, apreendendo esse tipo de material. Em Betim, a multa por quem for pego utilizando cerol pode chegar a R$ 2 mil.

Como a coruja estava bastante debilitada, ela foi encaminhada para um veterinário. “Ela estava sem cortes aparentes, mas apresentava uma lesão dentro da boca e não está conseguindo ficar em pé”, detalha Marcos de Mourão Motta.

Conforme o médico, ela vai ficar internada para ser observada nos próximos dias. Em caso de melhora, será solta na natureza, mas se a lesão for permanente, será levada para a Ong Asas e Amigos.

Motta coordena a Ong e recebe em seu consultório aves feridas e resgatadas por órgãos públicos e ambientais de Belo Horizonte, Lagoa Santa, Betim e Nova Lima, na Grande BH.

O veterinário conta que recebe em média 40 aves mutiladas por linha de cerol e chilena só no mês de julho. Já os atendimentos chegam a 80. “É só começar o período dos ventos e das férias escolares que os animais feridos começam a chegar”, conclui Motta.

Todas essas aves são tratadas e devolvidas para o meio ambiente. Agora é torcer para que essa coruja tenha a mesma sorte.