Coveiros e vigias que trabalham em cemitérios públicos e privados de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, estão sendo imunizados contra a Covid-19 nesta terça-feira (6). Aproximadamente 34 servidores receberão a primeira dose da vacina.

De acordo com a prefeitura do município, os sepultadores fazem parte do grupo de risco por trabalharem “diretamente com sepultamento e manuseio de urnas de pessoas que faleceram em decorrência do novo coronavírus ou por contato com familiares que possam estar assintomáticos”.

Os trabalhadores estão sendo vacinados desde às 7h de hoje, no Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest), localizado no bairro Brasiléia, na região central da cidade.

"Apesar do número restrito de pessoas que podem participar do sepultamento, caso um dos sepultadores contraia o vírus, a propagação pode ser disseminada dentro do cemitério para outros colaboradores, por isso é importante a vacinação deles", afirmou o responsável pela gerência de cemitérios vinculada à Empresa de Construções, Obras, Serviços, Projetos, Transporte e Trânsito (Ecos), Márcio Aurélio.

Ainda de acordo com o executivo municipal, a vacinação dos profissionais é um reconhecimento ao trabalho prestado por eles à comunidade. 

Dom Walmor vacinado em BH

Nessa segunda-feira (5), o Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Walmor Oliveira de Azevedo, recebeu a aplicação da primeira dose da vacina contra a Covid-19 em um posto de saúde na capital mineira.

Aos 66 anos, ele defendeu a imunização e disse que vacinar-se é “um compromisso cidadão para enfrentar a pandemia: cuidado com a própria vida e também com a vida do próximo, dons preciosos de Deus. Ao receber a imunização, protegemos aqueles com quem convivemos, diminuindo as chances de propagação da doença”, disse em uma publicação no Instagram.

O Arcebispo também ressaltou a importância da ciência e dos profissionais de saúde que atuam na linha de frente no combate ao coronavírus. “Só venceremos a pandemia quando compreendermos que devemos ser uns pelos outros, solidários, defensores da vida em todas as suas etapas – da concepção à morte, com o declínio natural. Deus seja louvado pela ciência que salva vidas, por todos os trabalhadores que estão na linha de frente no combate à pandemia”, concluiu.

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