Diante do crescimento das confirmações de Covid-19 no Estado para 153 nesta quinta-feira, 20 a mais do que no dia anterior, e dos casos suspeitos para 17.409 – eram 14.227 na quarta-feira –, sem nenhuma morte confirmada, o secretário de Saúde de Minas Gerais, Carlos Eduardo Amaral Pereira, afirmou que começa “efetivamente” a oferecer apoio financeiro para que municípios e hospitais mineiros enfrentem esse avanço do novo coronavírus e voltou a defender o isolamento social.

Romeu Zema, por sua vez, que visitou hospitais particulares em Betim, na região metropolitana, em busca de parcerias que liberem mais leitos, está entre os dois únicos governadores do país, dos 27, que não assinaram carta com críticas enviada ao presidente Jair Bolsonaro. No Brasil, o Ministério da Saúde divulgou ontem a confirmação de 2.915 casos de Covid-19, com 77 mortes.

Em entrevista, Pereira voltou a ressaltar a importância de se manter o isolamento social, criticado por Bolsonaro nesta semana: “O que entendemos é que o isolamento, do ponto de vista social, é fundamental neste momento, porque, quanto mais rápido o avanço do novo coronavírus, maior será o estresse do sistema de saúde, do SUS. O isolamento tende a achatar a quantidade de casos diários, o que permite que o SUS prepare leitos, se adapte”.

Ao falar sobre a quantidade de exames que vem sendo realizada no Estado para confirmar casos de Covid-19, o subsecretário de Vigilância em Saúde, Dario Brock Ramalho – que participou da entrevista –, frisou que “está claro que é um vírus de taxa de ataque agressivo, com alta transmissibilidade e que vem evoluindo velozmente entre a população”.

DIFICULDADE

Ramalho afirmou que kits para diagnóstico têm chegado ao Estado, mas admitiu que há dificuldade de responder à velocidade do coronavírus. “Temos tido dificuldades com relação a kits, a recursos humanos e a maquinário”, reconheceu ele. “Estamos desenvolvendo um plano de contingência laboratorial, buscando novos parceiros, mobilizando universidades e outras instituições públicas, para fazer frente à taxa de ataque veloz”.

O secretário anunciou a ampliação do custeio mensal do Pro-Hosp, com liberação de R$ 71 milhões para 141 hospitais âncoras no atendimento a pacientes com Covid-19, além de mais 25% do valor do Pro-Hosp na gestão compartilhada – valor não foi especificado – para hospitais maiores da região metropolitana; R$ 61 milhões para as UPAs e R$ 32 milhões para a atenção primária nos municípios.