Em apenas um dia, 216 mineiros perderam a batalha contra a Covid-19. A média é de nove mortes por hora, o que elevou para 14.544 os óbitos provocados pela doença no Estado. Os números divulgados ontem são críticos, reforçam especialistas, que lançam alerta para a proximidade do Carnaval. Não haverá festa nas cidades, mas aglomerações são esperadas, o que pode derrubar ainda mais o isolamento social.

Mesmo com recorde diário de vidas perdidas, o Estado flexibilizou o Minas Consciente plano elaborado para garantir a retomada segura da economia durante a pandemia. Todos os comércios e eventos estão liberados na onda vermelha, que tem, atualmente, dez regiões na lista. Dentre elas, a Central. Lá, está a Serra do Cipó, distrito de Santana do Riacho.

A localidade, porém, endureceu as regras na tentativa de barrar o acesso de turistas e conter o avanço da Covid-19. O destino, um dos mais procurados pelos mineiros, terá “lockdown” nos dias em que seriam comemorados o Carnaval. 

216 mortes por Covid-19 foram confirmadas em minas nas últimas 24 horas

Uma barreira sanitária será montada no acesso ao local. Pousadas deverão permanecer fechadas, assim como bares e restaurantes. Só os serviços essenciais – supermercados, farmácias e postos de combustíveis, dentre outros – poderão abrir as portas. E, mesmo nos estabelecimentos com autorização de funcionamento, não será permitida a venda de bebidas alcoólicas. 

Covid mata 9 mineiros por hora; apesar do recorde, Estado avança na flexibilização

Flexibilização

Conforme o Estado houve uma “modernização” do Minas Consciente. Apesar do funcionamento de todas as atividades, independente da onda, restrições mais duras serão adotadas em todas as fases. Por exemplo, na onda vermelha, será permitido 50% da ocupação de hot[/TEXTO]éis e atrativos culturais. Para saber quais são as mudanças, clique aqui.

Segundo o secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, a alteração no plano regulamenta o funcionamento e intensifica o controle por parte dos órgãos públicos.

A fiscalização será feita pelas prefeituras, que poderão contar com o apoio da Polícia Militar.

Palavra do especialista:

“Os números da pandemia em Minas continuam altos, preocupantes. É uma situação nacional e em várias partes do mundo, confirmando que estamos em uma onda. Talvez, maior do que a primeira. Não há, nesse momento, outra forma de reduzir esses números se não for feito um programa ostensivo de distanciamento social. A outra forma seria a vacinação, mas a imunização em massa ainda vai demorar. É muito importante que áreas de maior risco sejam mapeadas e, lá, reforçadas as medidas de distanciamento, inclusive com fechamento das cidades. Nós temos outro problema que é o Carnaval, que está chegando. Mesmo não tendo festa oficial, as pessoas vão se aglomerar, viajar. Nesse momento, não tem outra alternativa a não ser cuidados máximos”, disse Estevão Urbano, presidente da Sociedade Mineira de Infectologia.

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