Duas proprietárias de um motel em Montes Claros, no Norte de Minas, terão que pagar R$ 5 mil para uma ex-funcionária por danos morais. Conforme a Justiça do Trabalho, a cozinheira sofria assédio moral constante e era chamada de “nega preta” pelas chefes. A decisão aconteceu em segunda instância e não cabe mais recurso.

A ex-funcionária contou que sofria pressão para "bater metas" - que não foram detalhadas quais pela Justiça - a qualquer custo, além de exigências de trabalhos superiores às forças dela. Frequentemente as proprietárias do estabelecimento, que são mãe e filha, lhe dirigiam xingamentos, muitos deles de cunho racial.

Em primeira instância, o juiz havia determinado indenização de R$ 3 mil, mas a Décima Turma do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-MG) aumentou o valor para R$ 5 mil.