Duas reuniões da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da BHTrans estão marcadas para esta quarta-feira (23). A primeira delas, com representantes das Comissões Regionais de Transporte e Trânsito (CRTT), foi iniciada às 9h30. À tarde, a CPI ouve o diretor de Planejamento e Informação da empresa, Daniel Marx Couto.

O primeiro encontro conta com a presença de representantes das regionais Leste, Centro-sul, Barreiro, Pampulha e Oeste, e tem como objetivo obter informações sobre a qualidade do serviço de transporte, assim como “tomar ciência de ocorrências e condições urbanas na prestação desses serviços em cada regional de Belo Horizonte, em especial daquelas em que o poder público se manteve omisso”, segundo informou a comissão. Os convidados devem apresentar relatos e documentos que comprovem problemas vivenciados pelos usuários ou enfrentados pelos profissionais no dia a dia.  

Já às 14h30 será iniciado o depoimento de Daniel Marx Couto. Ele será o terceiro representante da empresa a ser ouvido pela CPI. Até o momento, passaram pela comissão o ex-presidente Célio Bouzada, servidor de carreira da BHTrans, e o atual mandatário, Diogo Prosdocimi, que afirmou que a prefeitura da capital mineira já repassou mais de R$ 200 milhões às empresas de ônibus durante a pandemia.

Reunião amanhã

Na quinta-feira (24), a CPI ouve Sheila Santos da Silva, responsável pela assinatura de um relatório feito pela empresa Maciel Consultores, em 2018, quando foram feitas apurações nas contas do transporte coletivo da capital. O resultado da auditoria, chamada popularmente de abertura da “Caixa Preta da BHTrans” foi apresentado pelo prefeito Alexandre Kalil (PSD) em dezembro de 2018 e revelou, entre outras coisas, que a tarifa de ônibus ideal para a cidade seria de R$ 6,35.

O estudo, segundo a casa, concluiu que, para que as empresas conseguissem arcar com os custos operacionais, manutenção e terem a taxa de retorno previsto em contrato, de 8,95%, este deveria ser o valor da passagem. A oitiva está marcada para 14h30, no Plenário Amynthas de Barros.

A CPI

Instalada na Câmara Municipal de Belo Horizonte desde 10 de maio, a CPI apresenta questionamentos e “aponta omissão da BHTrans quanto à fiscalização do serviço prestado pelas concessionárias, principalmente durante o contexto pandêmico”. A comissão é presidida pelo vereador Gabriel (Patriota) e tem Reinaldo Gomes (MDB) como relator.

A partir da data de formação, a comissão tem prazo de 120 dias para produzir relatório final e concluir os trabalhos, podendo pedir a prorrogação por mais 60 dias.

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