A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia ouve, nesta quinta-feira (25), o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas. No Brasil, a vacina CoronaVac é resultado da associação do instituto com a fabricante chinesa de medicamentos Sinovac Biotech. 

O requerimento de convocação do depoimento foi assinado pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE). “É necessária a oitiva do senhor Dimas Tadeu Covas para que esclareça todos os detalhes da atuação do Instituto Butantan desde o início da pandemia, especialmente com relação à produção de vacinas”, defendeu o senador.

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A vacina CoronaVac começou a ser aplicada no país em 17 de janeiro deste ano, após divergências entre o governo federal e o governo do estado de São Paulo, o primeiro a comprar a vacina. Na última quarta-feira (19), no primeiro dia de depoimento à CPI, o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello foi amplamente questionado sobre falas do presidente Jair Bolsonaro contrárias à aquisição do imunizante. Ao negar pressão presidencial contra a compra da vacina, Pazuello foi contestado por senadores.

Dimas Covas será a décima pessoa a prestar depoimento à CPI. O médico e pesquisador será ouvido na condição de testemunha. Até o momento, a comissão já ouviu todos os ex-ministros da Saúde do governo Bolsonaro (Luiz Henrique Mandetta, Nelson Teich e Eduardo Pazuello), o atual, Marcelo Queiroga, além de ex e atuais funcionários do governo e um representante da Pfizer.

Na semana que vem, deve prestar depoimento a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade. A fundação é responsável pela produção da vacina Oxford/AstraZeneca no país. 

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