Deputados mineiros que integram a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Barragem de Brumadinho buscam informações sobre as medidas de reparação realizadas em Mariana, na manhã desta quinta-feira (8), em audiência com o presidente da Fundação Renova, Roberto Waack. 

Os parlamentares querem saber o que a entidade, criada após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, na região Central de Minas, tem feito para reparar os danos provocados pelo acidente. A tragédia envolvendo a mineradora Samarco, ocorrida em novembro de 2015, deixou 19 mortos e é considerada, até então, o maior desastre ambiental do país.

De acordo com a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), a intenção é "corroborar encaminhamentos relativos ao rompimento da Barragem B1 da Mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho, ocorrido em 25 de janeiro de 2019".

Na reunião, que acontece no Plenarinho IV, serão ouvidos, também, o procurador Regional dos Direitos do Cidadão da Procuradoria da República em Minas, Helder Magno da Silva; o promotor da Comarca de Mariana, Guilherme de Sá Meneghin; e o representante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Thiago Alves da Silva.

O desastre em Brumadinho deixou, até o momento, 248 mortos e 22 feridos.

Renova

A Renova surgiu de um Termo de Transação e Ajustamento de Conduta (TTAC) firmado pela mineradora e, desde a tragédia em Mariana, desenvolve 42 programas para corrigir os impactos do rompimento nos 670 quilômetros de área atingida ao longo do Rio Doce.

De acordo com a empresa, a Renova "reúne técnicos e especialistas de diversas áreas de conhecimento, dezenas de entidades de atuação socioambiental e de conhecimento científico do Brasil e do mundo e soma hoje cerca de 7 mil pessoas, entre colaboradores próprios e parceiros".

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