A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) que investiga as causas do rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, vai fazer uma acareação entre funcionários da mineradora Vale nesta quinta-feira (11).

O objetivo é colocar frente a frente um operador e quatro empregados de nível de gerência para solucionar eventuais contradições em seus depoimentos. 

A barragem se rompeu em 25 de janeiro deste ano. Já foram confirmadas 248 mortes e 22 pessoas continuam desaparecidas. A lama também destruiu milhares de espécies animais e vegetais e atingiu o Rio Paraopeba, um dos responsáveis pelo abastecimento de água na região.

Um funcionário que trabalha na mineradora há 18 anos disse na CPI que o pai dele, uma das vítimas da tragédia, foi acionado para verificar um vazamento mais de seis meses antes do rompimento e teria comunicado aos gerentes que os danos eram irreversíveis e que a estrutura poderia se romper. Por outro lado, outros empregados sustentaram que a mina não apresentava sinal de risco ou instabilidade. 

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