Curso de curta duração e com boa possibilidade de inserção no mercado de trabalho, o tecnólogo tem atraído cada vez mais alunos em Minas. Dados do censo do Ministério da Educação (MEC) mostram que as matrículas cresceram mais de 60% no Estado, em sete anos. Em 2011, eram 33,2 mil estudantes nas instituições de ensino superior. Já em 2018, o número saltou para 53,9 mil. A formação foi regulamentada pelo governo federal em 2012.

As áreas mais procuradas são as de negócios, administração e direito. Assim como nas graduações em bacharelado e licenciatura, a tecnológica é válida para a participação em concursos públicos. A pessoa também pode, posteriormente, fazer mestrado e doutorado. 

estudante

A principal vantagem da modalidade é a empregabilidade, garante Jorge Ribeiro, ex-presidente da Associação Nacional de Tecnólogos (ANT). Segundo ele, “80% dos concluintes conseguem vaga na área de formação”. 

"Tecnólogo não é uma formação técnica nem uma graduação recente. Porém, muitos jovens não conhecem essa possibilidade, acabam fazendo cursos mais longos, sem ter o perfil para ficar cinco anos em uma universidade. É preciso entender que não é demérito adquirir uma formação tecnológica. Muito pelo contrário, é possível alcançar grande ascensão profissional e financeira com a atuação mais focada. O tecnólogo propicia muito mais trânsito no mercado de trabalho e no mundo das ocupações do que uma graduação tradicional de bacharelado. E isso não é falado" (Delba Barros, coordenadora do Programa de Orientação Vocacional da UFMG)

Além disso, o especialista reforça a rapidez com que o diploma é obtido: em média, dois anos e meio. 

A curta duração também é destacada pela coordenadora de Marketing, Logística, Recursos Humanos e Finanças, das Faculdades Promove, em Belo Horizonte, Andrea Arnaut.

A professora frisa que a metodologia utilizada na graduação tecnológica concilia a teoria e a prática com mais objetividade. “São as habilidades e competências transmitidas no processo de formação que importam”, afirma.

Profissional ativo 

A três meses de concluir o curso em Gestão de Recursos Humanos, no Promove, Gerson Silas, de 33 anos, conseguiu emprego em uma empresa automotiva. “Entrei como estagiário, mas, com a formatura e os bons resultados, posso ser efetivado”.

Antes, ele atuava em um comércio na área de logística. Segundo o jovem, a mudança garantiu um aumento de 70% no salário. Silas ainda diz que conta com plano de carreira e melhores condições de trabalho. “Hoje, resolvo problemas”, revela o estudante.