Crianças aptas a receber vacina contra Covid em BH correm risco de voltar às aulas desprotegidas

Da Redação*
horizontes@hojeemdia.com.br
21/01/2022 às 09:39.
Atualizado em 26/01/2022 às 00:12
 (Lucas Prates/Arquivo Hoje em Dia)

(Lucas Prates/Arquivo Hoje em Dia)

Faltando menos de 15 dias para a volta às aulas, Belo Horizonte corre contra o tempo para vacinar contra a Covid todas as crianças de 5 a 11 anos. O principal desafio é o número insuficiente de imunizantes. A cidade recebeu 21,3 mil doses, mas precisa de 193 mil. Ontem, a Anvisa autorizou o uso da CoronaVac em parte do grupo, mas não há previsão para a aplicação. 

Com a baixa cobertura o Comitê de Enfrentamento ao coronavírus em BH tem feito reuniões diárias para debater o retorno dos estudantes às salas de aula. Mudanças no calendário letivo, previsto para começar em 3 de fevereiro na rede pública, não estão descartadas.

A maior preocupação é com a cepa Ômicron, altamente contagiosa e de transmissão comunitária já confirmada, o que provocou uma explosão de casos em todo o Estado. “Estamos percebendo que a variante atinge muito mais esse público”, afirma infectologista Carlos Starling.

Membro do grupo de especialista que debate ações para barrar a pandemia na metrópole, ele destacou a importância da aprovação da CoronaVac, que poderá ser usada de forma emergencial para crianças de 6 a 17 anos, exceto em casos de imunossuprimidos. 

“Será uma ajuda fenomenal, é uma notícia muito boa que nós tivemos porque podemos estar, até o fim de fevereiro, com todas as nossas crianças vacinadas. Isso é excepcional”, disse Starling, que ainda acrescentou: “a vacinação só não anda mais rápido porque lá em dezembro resolveram fazer consultas públicas. Só não está andando porque o ministério protelou a compra dessas vacinas”.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a capital segue as determinações do Ministério da Saúde e Secretaria de Estado da Saúde. 
A pasta estadual também afirma que precisa do aval do governo federal. Atualmente, Minas tem 351 mil doses da Coronavac armazenadas. 

Ontem, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que o imunizante “é considerado” para o plano nacional de vacinação contra Covid, mas que o órgão aguarda a publicação da decisão da Anvisa no Diário Oficial da União (DOU).

* Com informações de Bernardo Estillac

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