O número de crimes violentos durante o Carnaval de Belo Horizonte deste ano caiu 26,4% em comparação com a folia de 2019, passando de 541 para 398 casos. Já o número de homicídios, no Estado, cresceu 31,7%, chegando a 54 ocorrências.

O balanço foi divulgado pelo governo de Minas, na manhã desta terça-feira (3), na Cidade Administrativa, na região Norte de BH. Os dados são referentes ao período entre a sexta-feira de Carnaval e a Quarta-feira de Cinzas, neste ano e no ano passado.

Segundo a Secretaria de Estado de Justiça de Segurança Pública (Sejusp), além dos crimes violentos, fazem parte do pacote de delitos avaliados: homicídio tentado e consumado, roubo tentado e consumado, furto consumado e tentado, lesão corporal, vias de fato/agressão e crimes sexuais, que englobam estupro, estupro de vulnerável e importunação sexual.

Veja os dados em BH:

  • Roubos: redução de 23,5% - passando de 468 para 358;
  • Furtos: redução de 10,8% - passando de 2.260 para 2.014;
  • Homicídios: número de ocorrências se manteve em sete tanto em 2020 quanto 2019.

No interior

Drones, supercâmeras e bloqueios imediatos de celulares roubados e furtados foram, na avaliação da Segurança Pública estadual, alguns dos diferenciais que levaram à redução dos números da criminalidade em todo o Estado neste Carnaval. Apesar dos índices positivos, o número de homicídios durante o Carnaval deste ano cresceu 31,7%, passando de 41 para 54 ocorrências registradas. 

Segundo o governo, a queda no total de crimes violentos ocorridos em todo o Estado chegou a 27,6%. Algumas regiões tiveram resultados ainda melhores. Com sede em Montes Claros, no Norte de Minas, a Região Integrada de Segurança Pública 11 (Risp 11), por exemplo, viu os índices caírem 68%, enquanto a Risp 7, com sede em Divinópolis, no Centro-Oeste, conseguiu reduzir os números em 54,6% (veja tabela).
   
Dados de Minas

  • Roubos: redução de 26,3% - passando de 1.089 para 802;
  • Furtos, consumados e tentados: redução de 15,4% - passando de 5.930 para 5.014;
  • Homicídios: aumento de 31,7% - passando de 41 para 54 ocorrências registradas;
  • Celulares roubados: redução de 23,6% - de 791 para 604;
  • Celulares furtados: redução de 2,5% - de 2.083 para 2.032.

CICC Móvel se destacou na capital

Entre as ações empenhadas em Belo Horizonte, duas carretas do Centro Integrado de Comando e Controle Móvel (CICC Móvel), da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), ajudaram a reforçar os principais pontos de aglomeração de foliões na capital.

De acordo com o órgão, o CICC Móvel é um caminhão que reúne sistemas de segurança pública e observação por câmeras que alcançam até cinco quilômetros, com visão térmica e noturna. O sistema contribui para a identificação de armas e objetos perfuro cortantes, por exemplo, além de bloqueio, em até 3 horas, de aparelhos celulares roubados e furtados.

Para isso, os profissionais utilizaram a Central de Bloqueio de Celulares, da Sejusp, que é uma plataforma que permite a inutilização dos celulares roubados e furtados – para proteção dos dados da vítima e para evitar que o material seja utilizado como moeda de troca no mundo no crime.

Com a ação, o número de bloqueios aumentou 7 vezes no Carnaval, na comparação com o mesmo período do ano passado. O CICC Móvel também é posto para trabalho integrado de profissionais de diferentes corporações e rápida tomada de decisões em caso de intervenção.

Dentro da unidade móvel, também houve o monitoramento de 1.592 pessoas que utilizam tornozeleira eletrônica e uso da tecnologia de reconhecimento facial para pessoas em situação suspeita. As horas de empenho de pessoal, com trabalho integrado, nas estruturas de Comando e Controle, também mais que dobraram no Carnaval 2020, segundo o governo.

Delegacia Móvel da Polícia Civil

A Delegacia Móvel da Polícia Civil, que é um ônibus equipado para auxílio nos trabalhos itinerantes e de eventos de grande público, também ficou posicionada durante as festividades na Praça da Estação, no Centro de Belo Horizonte, para o registro de ocorrências de extravio de documentos e furtos.

Na capital, também houve uso de detectores de metal durante as revistas, em busca de materiais ilícitos. Nove drones da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e da Guarda Municipal foram utilizados para auxiliar no monitoramento do público em Belo Horizonte – no ano passado foram quatro.

As Bases Comunitárias Móveis da Polícia Militar tiveram atuação no registro de ocorrências e apoio à população, com seus profissionais atuando, ainda, no esclarecimento de comportamentos de autoproteção e com campanhas contra a importunação sexual.

Ainda segundo o governo, cerca de nove mil policiais militares atuaram durante a folia em BH. O reforço que veio do Comando de Policiamento Especial (CPE) e do Batalhão Metrópole, formado por militares da administração que potencializaram o trabalho nas ruas.

Pela Polícia Civil, a Delegacia de Plantão (Deplan) II, que cobriu uma área correspondente a 40% das ocorrências criminais registradas em toda a capital e fica no bairro Alípio de Melo, também teve funcionamento 24 horas por dia e reforço de pessoal.

Houve ainda o aumento de 6% no total de pessoas presas (6.788 para 7.201) e de 6,2% no total de armas brancas apreendidas (352 para 374).