Prestes a receber o habeas corpus para sair da na Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (APAC) de Santa Luzia, na Grande BH, onde está preso, Bruno Fernandes protagonizou uma verdadeira trama, que teve o início em 2009. Entenda o caso:

Outubro de 2009 - Eliza e Bruno mantinham um relacionamento. Ela fica grávida e acusa o ex-atleta por agressão por forçá-la a realizar um aborto tomando comprimidos. Bruno nega.

Março de 2010 - Nasce a criança. Eliza afirma que Bruno é o pai e registra a criança com o nome do jogador. O atleta não assume paternidade e a modelo exige reconhecimento na Justiça.

Maio de 2010 - Bruno hospeda Eliza em hotel na Barra da Tijuca. 

4 de junho de 2010 - Desaparece Eliza Samúdio. Ela faz último contato com as amigas, dizendo que vai morar em Minas à pedido do goleiro. 

9 de junho de 2010 - Caseiro afirma ter visto Eliza no sítio de Bruno, em Esmeraldas, na Grande BH

24 de junho de 2010 - Denúncia anônima informa que uma jovem teria sido morta e tido o corpo enterrado no sítio de Bruno em Esmeraldas. O suposto filho do casal também estaria no local.

25 de junho de 2010 - Dayanne de Souza, mulher de Bruno à época, é detida depois de levar o filho de Eliza Samúdio para a casa de desconhecidos, em Contagem, na Grande BH. 

28 de junho de 2010 - Polícia e Bombeiros iniciam buscas por Eliza Samúdio em Esmeraldas.

7 de julho de 2010 - Polícia prende Dayanne de Souza e Justiça do Rio de Janeiro pede prisão temporária de Bruno e Macarrão. Em Minas, exames comprovam que sangue encontrado no carro do Bruno - apreendido em uma blitz - é de Eliza.

8 de julho de 2010 - Polícia afirma que Bruno estava na casa em que Eliza foi morta no momento da execução. O ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, teria assassinado Eliza por asfixia mecânica. 

30 de julho de 2010 -   A Polícia Civil apresenta provas principais de que Eliza foi morta:  o sangue dela encontrado em um dos carros de goleiro; o resgate do filho de Eliza e a contratação do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, que saberia como matar a jovem e esconder o corpo.

Março de 2013 - Bruno é condenado a 22 anos de prisão por homicídio, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado.

Julho de 2016 - Defesa de Bruno recorre ao STJ contra prisão provisória 

Outubro de 2016 - STJ nega habeas corpus à defesa do goleiro

Fevereiro de 2017 - STF concede habeas corpus à Bruno, entendo que há excesso de prazo na prisão provisória.