A Federação Mineira de Futebol (FMF) e o Cruzeiro  foram condenados a pagar R$ 20 mil de indenização por danos morais ao pai de um torcedor que faleceu em decorrência de espancamento sofrido nas imediações do Mineirão, na final do Campeonato Mineiro de Futebol em 2007.

A decisão em segunda instância, da 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), foi publicada nesta segunda-feira (18). Porém, o Cruzeiro informou que recebeu a informação no dia 4 de dezembro do ano passado e recorreu. O clube aguarda a terceira instância, ainda sem data marcada, que será realizada em Brasília.

Por meio do advogado Sérgio Resende, a FMF de futebol informou que respeita a decisão do TJMG e que também irá recorrer ao Superior Tribunal de Justiça em Brasília.

O pai da vítima afirmou na petição inicial e no recurso que o espancamento de seu filho ocorreu devido à falta de planejamento na segurança do jogo, realizado em maio de 2007.

Segundo a desembargadora Albergaria Costa, o contingente policial disponibilizado no dia do jogo foi insuficiente, assim como o planejamento da segurança foi inadequado.

“Considerando a proximidade do local do incidente à portaria do estádio – local que abriga a maior concentração de torcedores de ambas as equipes –, conclui-se que o policiamento deveria ser mais presente e efetivo, buscando evitar as recorrentes brigas que comumente ocorrem em dias de clássico”, afirmou.

A magistrada argumentou também que, em uma final de campeonato, com um público acima da média, exige-se que a operação policial seja ainda mais organizada que a de costume.

Segundo a relatora, ficou comprovada no processo a responsabilidade das entidades organizadoras do evento esportivo, que agiram de forma negligente no dia do jogo e, portanto, devem reparar o dano moral sofrido pelo pai do jovem morto.