Candidatos que vão fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano devem estar atentos a possíveis mudanças na temática da redação. A expectativa é a de que a comissão organizadora cobre questões mais objetivas. Professores acreditam que assuntos polêmicos aos olhos do atual governo fiquem de fora da prova argumentativa.

O Ministro da Educação (MEC), Abraham Weintraub, disse ontem, em entrevista à TV Brasil, que a proposta é selecionar alunos para as universidades “pelo mérito”. “A gente quer saber de conhecimento científico, técnico, de capacidade de leitura, de fazer contas, de conhecimentos objetivos”. 

Mesmo com a provável mudança na direção do tema do teste escrito, os educadores afirmam que o estudante não pode deixar de lado assuntos da atualidade, principalmente os tratados pela mídia. Porém, é preciso focar em conteúdos menos polêmicos.

“Para evitar erros, a dica é ler colunas de especialistas em grandes jornais. Eles argumentam com dados, não só opiniões” (Leonardo Magalhães, professor de Redação do Pré-Vestibular Comunitário da UEMG)

Surpresas

Direitos humanos, por exemplo, foi tema praticamente descartado por quase todos os professores ouvidos pela equipe de reportagem do Hoje em Dia.

Mas o professor de Linguagem Denis Rodrigues da Silva, do Pré-Enem das Faculdades Promove, frisa que as propostas da redação são uma “caixinha de surpresas”. “A gente vem descartando temas que achamos que fogem da atual política. Mesmo assim, não deixo de falar de todos eles” comentou.

Refletir sobre questões ligadas aos desafios do país, mas sem polêmicas, é a orientação da professora de redação do Pré-vestibular Comunitário da UFMG, Larissa Monteiro. “Os jovens gostam de argumentar com opiniões incisivas. Isso acaba induzindo ao erro e pode fazer com que o candidato fuja do tema, que não deve seguir essa linha”.

Formato

Já na parte de múltipla escolha, Denis Rodrigues acha difícil algum tipo de mudança no formato do exame. 

“O Enem é feito de um banco de questões construído com milhares de testes, com a inclusão de novos todos os anos. Além disso, são três modelos de prova, pois há uma para as pessoas privadas de liberdade e uma reserva, para caso de problemas durante a aplicação”, disse.

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