Hoje, o único remédio à base de maconha com autorização para ser vendido no mercado brasileiro é o Mevatyl, um spray para pulverização bucal com canabidiol e tetrahidrocanabinol (THC), que é também a substância psicoativa da cannabis.

O medicamento indicado para o tratamento de esclerose múltipla foi liberado em 2017, mas só neste ano chegou a BH. Ainda assim, o custo elevado – R$ 3 mil a caixa com três frascos de 10 mililitros (ml) – é mais um obstáculo. Como se não bastasse, apenas uma farmácia na capital oferta o produto.

“É algo totalmente elitizado, fora das possibilidades de pacientes brasileiros”, defende Juliana Paolinelli, portadora de dor neuropática e vice-presidente da Associação Brasileira de Pacientes de Cannabis Medicinal (Ama+me).

Ela explica que o grupo está buscando na Justiça outra maneira de contornar a questão. “Entramos com um pedido para poder cultivar e distribuir nosso próprio remédio”. 

O Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais (CRMMG) informou, por nota, que se opõe à iniciativa. “O uso da cannabis ainda não tem evidências científicas consistentes que demonstrem sua eficácia e segurança aos pacientes. Desse modo, a regulação do plantio e uso dessa droga coloca em risco esse grupo, além de causar forte impacto na sociedade em sua luta contra o narcotráfico e suas consequências”.

A Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) informou que não iria se pronunciar e que essa é uma informação pertinente a cada estabelecimento.

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