Apenas em 2018, Minas registrou 5.229 novos casos de HIV, média de 14 por dia e um crescimento de quase 100% em relação a 2008, quando o Estado contabilizava 2.680 portadores do vírus.

Em território mineiro, sete a cada dez infectados são homens, afirma a coordenadora de IST/Aids e Hepatites Virais do Estado de Minas Gerais, Mayara Almeida. Ela destaca que a ampliação do diagnóstico contribuiu, mas “a diminuição do uso dos preservativos também favoreceu”.

“É importante reforçar a educação sexual nas famílias, além das escolas. Os indivíduos, de forma geral, precisam lembrar que o uso da camisinha é a forma mais eficaz, acessível e barata de se evitar a doença”, reforça.

Nos últimos cinco anos, o aumento de casos se intensificou justamente por causa de uma certa tranquilidade das novas gerações em relação à transmissão da doença. Quem afirma é a coordenadora de Saúde Sexual da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, Maria Gorete Nogueira.

“O jovem começa a ver que aquilo que assustava, como pessoas debilitadas morrendo de Aids, é algo que não se vê mais. Os tratamentos disponíveis atualmente permitem que os pacientes tenham certa qualidade de vida. Então, isso deixa de assustar e há uma conversão para o descuido”, analisa.

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