Os órgãos de Defesa Civil do Estado e de Brumadinho estão vistoriando 100 casas que foram atingidas pela lama que vazou após a barragem da Vale romper, em 25 de janeiro, na Mina Córrego do Feijão. O desastre, até o momento, deixou um rastro de 166 mortes, mas o total de vítimas deve passar de 300. 

Segundo o tenente-coronel Flávio Godinho, coordenador adjunto da Defesa Civil de Minas Gerais, os 100 imóveis estão localizados no distrito de Córrego do Feijão e no bairro Parque das Cachoeiras, na zona rural de Brumadinho. “Isso vai propiciar que as pessoas possam voltar às suas casas e retomem suas condições normais”, informou.

A volta para o lar, no entanto, está condicionada a emissão de um laudo que ateste a segurança do imóvel que será feito pela Defesa Civil. “As famílias que os laudos não forem aprovados vão permanecer nos hoteis”, acrescentou Godinho.

O gestor explicou que, dos 100 imóveis, 45 já foram vistoriados e os laudos estão em fase final de emissão. Os documentos serão entregues às famílias e poderão ser usados para conseguir um adiantamento do FGTS junto à Caixa Econômica Federal. De acordo com o tenente-coronel, o Estado já finalizou as negociações com o banco para que a verba fosse liberada aos moradores que não puderem retornar às moradias.

“É importante comprovar que a casa foi atingida pela lama, um dos critérios necessários para que as pessoas possam ter acesso ao benefício”, informou Godinho sobre a importância das famílias em aguardar a emissão dos laudos.

De acordo com a Lei 8.036/1990, os beneficiários podem receber o FGTS em caso de necessidade pessoal, “cuja urgência decorra de desastre natural”.

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