O excesso de obras no Vale do Sereno, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, causa impactos nas ruas e avenidas. Quem mora ou trabalha no local está insatisfeito com os buracos no asfalto, a sinalização apagada e os entulhos espalhados.

O Vale do Sereno é uma das regiões mais prósperas para a construção civil. Betoneiras e caminhões carregados de material circulam a todo momento pelo bairro. As vias que mais sofrem com o fluxo intenso estão cheias de buracos que, por várias vezes, deixam os motoristas a pé.

Como a maiorias das ruas são íngremes, os condutores são traídos e só percebem a cratera quando o carro se aproxima dela. “Por causa disso, fiquei duas semanas dependendo de ônibus e carona. Eu estava descendo a rua do Campo e precisei desviar de um bueiro, que está acima do nível do asfalto. Só que em seguida tinha um buraco. A roda empenou e o amortecedor entortou”, disse o médico Roberto Marques. Ele se mudou para a região há três meses.

O administrador de empresas Theodoro Procopiu trabalha no trevo conhecido como “Seis Pistas” e demonstra indignação com a degradação. Está faltando pintura na via e placas de sinalização foram destruídas. Uma delas foi jogada no trevo e parte da madeira usada para fixar o equipamento no chão está sobre a pista.

Um descuido pode causar um grave acidente. “A Prefeitura de Nova Lima não pode deixar a região largada assim. Aqui circulam muitos carros e pedestres. Eles fizeram algumas intervenções, mas deixaram diversas coisas para trás. Não recolocaram as placas e não refizeram a sinalização”, lamenta Theodoro.

Com parte da faixa de pedestres apagada, as pessoas se arriscam entre os veículos. “Fica complicado. Tem hora que dá medo. Se com a faixa os motoristas não respeitam muito, sem ela é impossível”, disse a estudante Taynan Rayane. Para as pessoas que passam pelo Vale do Sereno, a prefeitura deveria usar o dinheiro que arrecada com o estacionamento rotativo em melhorias no bairro.

Alguns motoristas, no entanto, insistem em estacionar em locais proibidos ou reservados para a carga e descarga. A situação é comum na alameda do Ingá. De uma lado, vários veículos ficam parados debaixo das placas que indicam estacionamento proibido. Do outro, onde há rotativo, as vagas sobram.

Segundo a nutricionista Ana Cláudia Barros, os caminhões de mudança ou que fazem entregas precisam parar no meio da pista por causa dos estacionamentos irregulares. “Quando isso acontece, ficamos até meia hora esperando. O pessoal precisa respeitar a sinalização”.

Por telefone, o Hoje em Dia entrou em contato com a Prefeitura de Nova Lima. Como solicitado, a reportagem enviou um e-mail à assessoria de imprensa do Executivo, que não deu retorno até as 19h30 de segunda-feira (23).

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