A comissão criada na Câmara dos Deputados para acompanhar as questões que envolvem a tragédia em Brumadinho, na Grande BH, visitou Congonhas, na região Central de Minas, nesta sexta-feira (22), para debater os riscos do rompimento da Barragem Casa de Pedra, da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).

Uma das maiores barragens de mineração em área urbana no mundo, a Casa de Pedra é uma das 24 localizadas em Congonhas e provoca medo na população do município. Caso viesse a se romper, essa barragem poderia afetar 600 residências – onde vivem cerca de 2.500 pessoas.

“O rompimento da barragem de Brumadinho aumentou a preocupação da população [de Congonhas] com a possibilidade real de rompimento desta barragem, que tem capacidade de armazenamento mais de quatro vezes maior que a Brumadinho”, disse o deputado Padre João (PT-MG), um dos integrantes da comissão.

Foram convidados para discutir o assunto representantes do poder público, da CSN, da população local, de entidades e movimentos socioambientais, do Ministério Público, entre outros.

Esta semana, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) deu um prazo de 20 dias para que as mineradoras que atuam em Congonhas apresentem um plano de trabalho com medidas para situações de emergência com barragens. Entre as propostas apresentadas estão a criação de um conselho técnico de segurança para monitorar a estabilidade das barragens, além da realização de inspeções periódicas e auditorias nas estruturas.

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