A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) divulgou, nesta sexta-feira (7), a conclusão do inquérito sobre o desaparecimento e morte da adolescente Maria Gabriela, de 15 anos, que sumiu no bairro Ribeiro de Abreu, na região Nordeste da capital, no dia 19 de março deste ano. O suspeito do crime está preso. 

De acordo com a Divisão de Referência da Pessoa Desaparecida (DRPD), a menina foi raptada quando seguia uma trilha, em direção a um curso de inglês, no bairro citado. Seus restos mortais foram localizados no dia 12 de outubro, com auxílio do canil do Corpo de Bombeiros Militar, em uma mata na região. Laudos do Instituto Médico Legal (IML) confirmaram a identidade.

O crime, no entanto, foi desvendado antes da localização da ossada. Segundo laudos do IML, antes de ser atingida por um tiro na cabeça, Maria Gabriela recebeu um violento golpe que quebrou sua coluna cervical. 

Para a delegada Maria Alice Faria, o esforço conjunto da polícia com os militares, a partir das informações levantadas, permitiu encontrar os restos mortais de Maria Gabriela.

Fuga

A polícia acredita que o homem estava vivendo em uma tenda, montada em meio à mata local. Ele tinha dois mandados de prisão expedidos por crime de roubo. Durante as investigações, a equipe policial localizou o celular de Maria Gabriela, o que ajudou a identificar o foragido.

Após o crime, o investigado fugiu para o Sul de Minas. Ele foi preso por mandado de prisão preventiva no dia 20 de agosto, em Alpinópolis. Ele também é suspeito de cometer outro crime de estupro naquela cidade. 

Daniel foi detido em posse de duas armas de fogo, de fabricação caseira. A polícia acredita que uma delas tenha sido usada na morte de Maria Gabriela.

Durante a fuga,tido outros crimes. Em Alpinópolis, Daniel abordou três pessoas que estavam a caminho de uma cachoeira: um casal de 15 anos e uma jovem de 22. Armado, ele roubou os pertences do grupo e obrigou que eles o acompanhassem. 

Em determinado ponto do trajeto, Daniel utilizou arame farpado para amarrar o rapaz de 15 anos e a jovem de 22 em uma árvore. O suspeito seguiu até onde tinha montado uma tenda, também em área de mata, e no local, estuprou a adolescente de 15 anos por diversas vezes. 

Conforme contou Maria Alice, a jovem ficou em poder do investigado das 16 horas até a madrugada do dia seguinte. Após os amigos da vítima conseguirem se soltar, eles procuraram a Polícia, que iniciou as buscas pela adolescente. 

Ao perceber a aproximação dos policiais, Daniel fugiu, mas foi localizado dias após o crime, tentando vender um celular roubado do trio. Durante depoimento, a vítima contou à polícia que o tempo inteiro foi ameaçada, sendo que Daniel repetia: "todo estuprador mata".