Barão de Cocais - O deslocamento do talude norte no complexo minerário da Mina Gongo Soco, em Barão de Cocais, na Região Central de Minas, chegou a 19 centímetros em alguns pontos neste sábado (25). A movimentação mais intensa ocorreu em apenas uma parte da estrutura, considerada a mais crítica. 

O relatório foi divulgado pela Agência Nacional de Mineração (ANM) no final desta manhã. Conforme o órgão, a velocidade de deformação em pontos inferiores no talude está registrando uma média de 14 centímetros por dia. Com a movimentação no paredão, a Vale, responsável pelo complexo, estimou, na semana passada, que a queda do talude deve ocorrer até este sábado (25). 

Entretanto, nenhuma ocorrência foi registrada até a públicação desta matéria. A reportagem questionou a Vale sobre uma possível ampliação no prazo de queda do talude, mas nada foi informado. Em nota, a mineradora informou que o talude está sendo monitorado 24h por dia. Sobre um possível rompimento da barragem Sul Superior, que está classificada em nível 3 de rompimento desde fevereiro, a empresa reforçou que “não há elementos técnicos que possam afirmar que o eventual deslizamento de parte do talude poderia desencadear a ruptura da barragem”, disse o comunicado. 

O major Eduardo Lopes, superintendente de gestão de risco da Defesa Civil de Minas Gerais, informou que não é possível prever como se dará a queda do talude. “O deslocamento permanece com uma deformação não uniforme e isso gera uma série de possibilidades como o deslizamento completo ou parcial”, afirmou. 

Lopes ainda afirmou que a maior preocupação da Defesa Civil é com a barragem Sul Superior. “As nossas ações de prevenção e nossas referências em termos de tempo para agir é em relação ao possível rompimento da barragem”, comentou.
 

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