Uma presidiária que cumpria pena no Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto, no bairro Horto, região Leste de Belo Horizonte, morreu sob suspeita de dengue no último domingo (21). A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap), que já instaurou um procedimento investigativo para averiguar as circunstâncias da morte, com exames periciais. Segundo a pasta, já foram confirmados 50 casos da doença entre as detentas da unidade prisional. 

Alessandra Ferreira Silva, de 41 anos, já foi condenada a 25 anos de prisão por diversos crimes. Atualmente ela cumpria 10 anos de pena por um homicídio qualificado ocorrido em 2016. No último sábado (20), a detenta passou mal por volta das 10h40 e foi levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Leste, mas acabou precisando de ser transferida no mesmo dia para o Hospital Eduardo de Menezes. 

"Ela havia sido atendida na enfermaria da unidade na quinta-feira (18) e, desde então, vinha sendo monitorada pela equipe de saúde do complexo penitenciário. Alessandra permaneceu internada no hospital até o domingo, quando veio a óbito. A declaração de óbito expedida consta três possibilidades de causa mortis: síndrome da angústia respiratória aguda, hemorragia pulmonar e dengue grupo D", completa a Seap.

Somente nesta semana, pelo menos outras duas mortes passaram a ser investigadas no Estado, que até agora já confirmou 14 mortes pela doença em 2019. Na capital mineira, uma moradora de Ibirité, na Região Metropolitana, faleceu na terça-feira (23) enquanto estava internada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Barreiro. BH ainda não tem nenhuma morte confirmada por dengue. 

Já na quarta-feira (24), um bebê de 8 meses morreu sob suspeita de dengue hemorrágica em São João da Ponte, no Norte de Minas. A prefeitura da cidade decretou luto por conta da morte do garotinho, filho de um funcionário da administração municipal.

Surto na penitenciária

Diante do número de 50 casos de dengue já confirmados no Complexo Penitenciário Estevão Pinto, a Seap tomou as mesmas medidas que as autoridades e equipes de saúde tomam em outros lugares, como: visita da zoonose para pulverização, avanços maximizados para prevenção e retirada de possíveis focos, educação promovida pela equipe sobre a dengue e as formas de prevenção, além de acompanhamento médico das pacientes e medicação.

"A pasta ressalta que os atendimentos médicos têm sido imediatos e rotineiros, com realização de exames e encaminhamentos externos, quando necessário", conclui a secretaria. 

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