Quantas mães carregam no coração a dor de perder um filho que não chegaram sequer a conhecer? Como lidar com essa perda invisível para as outras pessoas? Como enfrentar o vazio de não ter o bebê nos braços, um buraco que não se pode descrever, esse luto não reconhecido?

 

Com o intuito básico de sensibilizar a população para esse problema real, foi instituído o 15 de outubro como o Dia Internacional da Sensibilização e Conscientização da Perda Gestacional e Neonatal.

 

Lembrada em todo o mundo, a data também terá um evento especial neste sábado (15) em Belo Horizonte. Idealizado pelo grupo Maternidade Interrompida, fundado pela psicóloga e psicanalista Leila Lauar, o encontro presencial terá a participação da blogueira Cris Guerra.

 

Em palestra gratuita no espaço e papelaria Patrícia de Deus, na rua Fernandes Tourinho, 145, na Savassi, Cris falará a partir das 10h sobre a importância de a perda materna e paterna ter o reconhecimento social e familiar. Cris Guerra abriu sua história de perda gestacional e contou que já sofreu dois abortos espontâneos. Ela também perdeu o companheiro dois meses antes de dar à luz a Francisco, o filho do casal.

 

“Queremos transformar o luto em luta com o objetivo de promover apoio a mães, pais e familiares que estão vivenciando a perda e o luto gestacional. A possibilidade de compartilhar a dor, a perda e o sofrimento abre espaço para elaborações e assim continuar seguindo”, diz Leila, mãe de dois meninos e atuante na área clínica psicologia/psicanálise e saúde mental há 18 anos.