Nesta terça-feira, 2 de abril, é celebrado o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, data criada para difundir informações para a população sobre o autismo e assim reduzir a discriminação e o preconceito que ainda cercam as pessoas afetadas por esta síndrome neuropsiquiátrica. Os transtornos do espectro autista (TEA) englobam uma série de diferentes apresentações do quadro, mas têm em comum uma limitação na comunicação ou interação social, além de um comportamento restritivo e repetitivo.

O autismo foi identificado na década de 1940 pelos médicos Leo Kanner e Hans Asperger. A partir dos estudos desses autores, novas pesquisas foram feitas em todo o mundo e os especialistas puderem definir características dos diferentes transtornos do espectro autista, que costuma se manifestar na infância.

Para saber se uma criança pode ser diagnosticada com TEA, os pais podem observar as seguintes características, que podem se apresentar em conjunto ou isoladamente:

− Apresentam isolamento mental. Esse isolamento despreza, exclui e ignora o que vem do mundo externo;

− Possuem uma insistência obsessiva na repetição, com movimentos e barulhos repetitivos e estereotipados;

− Adotam elaborados rituais e rotinas;

− Têm fixações e fascinações altamente direcionadas e intensas;

− Apresentam escassez de expressões faciais e gestos;

− Não olham diretamente para as pessoas;

− Têm uma utilização anormal da linguagem;

− Apresentam boas relações com objetos;

− Apresentam ansiedade excessiva;

− Não adquirem a fala ou perdem a anteriormente adquirida.

Caso alguma dessas características seja identificada pela família, é importante conversar com o pediatra, que fará o encaminhamento a um especialista.

Importante lembrar que essa diversidade dos sintomas dificulta a conclusão do diagnóstico pelo profissional. Pode-se encontrar "estados ou formas autistas" associados a outras patologias, tais como a epilepsia, paralisias cerebrais e síndromes genéticas, dentre outras.

Como em qualquer patologia, os casos mais graves são mais facilmente identificáveis. Há, no entanto, crianças autistas que apresentam desenvolvimento motor normal, ao mesmo tempo em que se comportam de forma estranha e inadequada. Algumas não suportam o contato físico, carinhos, abraços, até mesmo por parte de sua mãe, pai ou irmãos. Outras, ao contrário, procuram o contato físico, mas este é indiscriminado e exagerado, podendo se dar inclusive com estranhos na rua.

Na maioria dos casos, os casos de TEA são percebidos na escola (ainda no pré-escolar) pelas professoras que, no convívio cotidiano e grupal, podem observar a impossibilidade destas crianças de se relacionar, seja com outras crianças, seja com as próprias professoras.

Se seu filho for diagnosticado com TEA, não se desespere. Com a ajuda de médicos, psicólogos e terapeutas ocupacionais, a criança poderá ter boa qualidade de vida.

Fonte: Cartilha "Autismo - Orientação para os pais", do Ministério da Saúde