O Dia Internacional do Orgulho LGBT é celebrado nesta sexta-feira (28). Nessa data, 50 anos atrás, homens e mulheres protestaram contra uma invasão violenta da polícia de Nova Iorque, ocorrida naquela madrugada, ao bar gay Stonewall Inn. A partir desse momento, Stonewall virou um marco. É por este motivo que a 22° edição da Parada do Orgulho LGBT de Belo Horizonte, que acontece no dia 14 de julho na Praça da Estação, tem como tema: "Não aos retrocessos! Revivendo Stonewall". 

Na década de 60, homossexuais eram reprimidos pelas forças policiais norte-americanas. A homossexualidade era entendida pela legislação como criminosa. Nesse contexto, o bar Stonewall servia como ponto seguro de encontro gay. O local não era invadido devido a um acordo com propina entre seu proprietário e policiais da região.

Na madrugada de 28 de junho de 1969, parte do grupo policial descumpriu o combinado e entrou no estabelecimento. Treze travestis e drag queens foram agredidas e presas. 

Durante a prisão, houve confronto e manifestantes lançaram pedras e garrafas contra os policiais, que revidaram violentamente. A confusão se intensificou com um incêndio no bar. 

Um ano após o episódio, um novo ato foi realizado no local, em um movimento que se tornaria o precursor das paradas gays como são conhecidas hoje. Bem aos poucos, os frequentadores do Stonewall Inn viram os direitos da comunidade de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais ou Transgêneros (LGBT) serem ampliados. 

A descriminalização da homossexualidade no estado de Nova Iorque ocorreu pouco mais de uma década após o ato em Stonewall, em 1980. A alteração em todo o país é recente: tem 16 anos. 

Em 2015, o bar virou monumento histórico da cidade, por ato municipal. Um ano depois, Barack Obama reconheceu a luta LGBT e relembrou o fato em sua posse. 

No início deste mês, com cinco décadas de atraso, a polícia da cidade de Nova Iorque reconheceu o erro e pediu desculpas por seu comportamento. "Os atos e as leis eram discriminatórios e tirânicos e, por isso, me desculpo", afirmou James O'Neill, chefe da NYPD.

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