O Carnaval de Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, deverá receber neste ano um público ainda maior do que o de 2014, quando cerca de 20 mil foliões tomaram conta das ruas da cidade. Trinta mil pessoas são aguardadas. Atrações de renome nacional e o cancelamento da tradicional festa do Momo em outros municípios mineiros – em virtude da crise hídrica que afeta o Estado – são alguns dos fatores que deverão levar mais turistas à cidade histórica nesse período.

“A gente já tem sinalização do aumento do fluxo de vendas de passagens por parte das empresas de transporte. Houve um crescimento de 30% nas linhas que vêm para Diamantina”, adianta o secretário municipal de Cultura, Turismo e Patrimônio, Walter Cardoso França Junior.

Segundo ele, a expectativa é a de que, dessa maneira, a redução dos foliões belo-horizontinos seja compensada. “Nosso grande público vem de BH, mas, com o Carnaval da capital ganhando o fôlego que ganhou, ele deverá diminuir”, afirma Junior.

Otimismo

O desfalque, no entanto, não deverá afetar a festa. Um dos organizadores do grupo Escravos da Folia, Paulo Henrique do Nascimento, afirma que os preparativos seguem “a todo pique”.

“Já vendemos todos os pacotes. Tem muitos foliões de fora vindo para cá; já atendemos turistas de Fortaleza, Curitiba e até da Costa Rica. Temos duas pousadas e estamos abrindo a terceira. Mesmo com as dificuldades provocadas pela crise (econômica), não podemos reclamar”, diz Nascimento.

Para ele, as apresentações de grandes bandas foi um grande passo. A relação de atrações de 2015 conta com Biquini Cavadão, Jota Quest, Wilson Sideral, Sambô, Inimigos da HP, DJ Samira Lima e Gleison Tulio, além das tradicionais diamantinenses Bartucada e Bat-Caverna.

Água

na última quarta-feira (4), uma comissão formada por órgãos de segurança, Copasa, Cemig, bombeiros, associações da cidade e outras instituições reuniu-se na prefeitura para discutir os ajustes finais do Carnaval.

De acordo com Junior, a companhia de água garantiu que não haverá problemas com o abastecimento, já que o município não enfrenta “níveis críticos”.

“O que acontece em cidades de interior e vai acontecer a vida inteira é que algumas casas têm caixa d’água para atender a, no máximo, quatro pessoas e, nessas épocas, abrigam 20. Pode haver falta de água em residências isoladas”, afirma o secretário, assegurando que a limpeza das ruas e calçadas durante o dia será feita regularmente.