O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) deu um prazo de 15 dias para que a empresa responsável pelos lotes 1 e 2 da duplicação da BR-381 apresente um novo cronograma das intervenções. A data foi estabelecida após uma inspeção das obras, que foram paralisadas durante essa semana.
 
A vistoria foi realizada no escritório do Consórcio Isolux-Corsán-Engevix, em Ipatinga, no Vale do Aço, e na usina de asfalto da empreiteira, em Governador Valadares, no Vale do Rio Doce. A operação foi uma iniciativa da Justiça Federal e do DNIT, junto com o Ministério Público Federal, contando com o apoio das Polícias Federal, Rodoviária Federal e Militar Rodoviária.
 
Segundo o Dnit, o objetivo da inspeção foi o de constatar a inatividade da empreiteira e solicitar um posicionamento oficial do consórcio pela paralisação das obras. A Isolux, que já foi notificada em mais de uma ocasião, havia proposto repactuações de cronograma que não foram cumpridas.
 
“A alegação de atraso nos pagamentos dos serviços já realizados, por parte da empreiteira, é inaceitável, uma vez que os pagamentos estão em dia. O Dnit considera irreal o motivo alegado pela Isolux para justificar a inércia nos trabalhos”, informou o órgão em nota.
 
As obras do Lote 1 estão orçadas em R$ 210,8 milhões, e o Lote 2 vai custar R$ 237 milhões. O prazo para conclusão de ambas, previsto em contrato, é de 810 dias (dois anos e dois meses). Sendo assim, a data para o término do trabalho é no dia 30 de julho do ano que vem.
 
Os lotes 8A e 8B, que compreendem o trecho entre o Km 427 e o Km458,4, que tem o índice mais alto de acidentes da rodovia, ainda não têm data para início das obras de duplicação.
 
A licitação dos trechos situados na chegada a Belo Horizonte fracassou e uma nova ainda não foi anunciada pelo governo federal. O Dnit informou que os editais passam por revisão dos serviços orçados.
 
 
Desapropriações travam duplicação na br-381