Helicóptero, grande movimentação policial e diversos veículos da imprensa. Esse foi o cenário encontrado por moradores do bairro São Bernardo, na região Norte de Belo Horizonte, na manhã desta terça-feira (23).

Imóveis do bairro foram alvo da operação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e o Batalhão de Choque da Polícia Militar (PM), em parceria com o Ministério Público do Rio de Janeiro, que apuram um esquema de "rachadinha" envolvendo Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro. O objetivo da ação é localizar Márcia Oliveira Aguiar, esposa de Queiroz.

"Direto do Rio de Janeiro para o São Bernardo, quem diria que isso poderia acontecer aqui", disse uma mulher que mora perto de uma das casas onde foi cumprido mandado de busca e apreensão. Segundo ela, a madrinha de Fabrício morava no local e morreu há cerca de seis meses. "A última vez que ele veio aqui faz uns oito meses", lembra.

Com várias viaturas e a imprensa no local, quem acordou cedo disse que se sentiu em um filme. "Aqui no São Bernardo quanto tem muita gente assim é por causa do futebol. Abri a janela e vi polícia, rádio e televisão. Fiquei curioso", disse outro morador. 

Por volta das 10h, a movimentação ainda era intensa na região, mesmo com os policiais já tendo indo embora. Até o momento, as forças de segurança não localizaram Márcia Oliveira Aguiar.

A reportagem do Hoje em Dia não conseguiu contato com o advogado que representa Fabrício Queiroz para comentar a operação realizada em BH. Também não foi localizado nenhum defensor que representa a mulher dele.

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