Dois homens foram presos em Minas Gerais durante a Operação Persuasão, realizada pela Polícia Federal, por suspeita de distribuir material de pornografia infantil na internet. Um deles mora em Fronteira, no Triângulo Mineiro, e o outro reside em Oliveira, no Campo das Vertentes.

A prisão do homem de 27 anos de Fronteira foi possível graças a um compartilhamento de informações com a Interpol na Polônia, onde está o sítio eletrônico que o suspeito usava. Durante a investigação, policiais verificaram que o rapaz usava dois perfis, ambos para a distribuição de pornografia infantil. 

Houve busca e apreensão na casa dele, e as suspeitas foram comprovadas, segundo a PF. Na residência, a PF apreendeu um HD com diversos arquivos relacionados a pornografia infantil e registros de acesso aos sites por onde os arquivos eram distribuídos.

Já o morador de Oliveira foi preso graças a uma denúncia feita pela adidância americana da U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE) no Brasil. Conforme a legislação dos Estados Unidos, empresas sediadas nesse país são obrigadas a reportar ao governo ocorrências relacionadas à difusão ou armazenamento de material pornográfico infantojuvenil na internet.

De acordo com a investigação, o homem teria utilizado perfis falsos para convencer crianças e adolescentes a enviar fotos de nudez pela internet. O investigado teria se passado por uma adolescente do sexo feminino para conversar com as crianças e convencê-las a enviar as imagens.

O homem também teria se passado por “agenciador” de adolescentes que desejavam participar de um processo seletivo para jogar futebol na Europa, convencendo os candidatos a enviar fotos com os corpos nus, para um “teste físico” à distância.

Segundo a Polícia Federal, ele também teria se passado por funcionário da empresa Facebook, para convencer pais ou responsáveis por crianças a enviar fotos sem roupas de seus próprios filhos para um dos perfis falsos, alegando que as fotos seriam utilizadas para impedir que imagens feitas e enviadas pelos próprios filhos fossem disseminadas na internet.

A identificação dos perfis falsos foi possível mediante cooperação do próprio Facebook, que auxiliou nas investigações. Os casos foram enviados para a Justiça Federal. O homem de Fronteira pode pegar até 10 anos de prisão, enquanto o de Oliveira pode enfrentar uma pena de 18 anos.