Donos de autoescolas de Belo Horizonte prometem se reunir na tarde desta sexta-feira (3) em um protesto em frente ao Detran-MG, na avenida João Pinheiro, no Centro de Belo Horizonte. Eles irão manifestar sua posição contrária à portaria do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que determinou a obrigatoriedade do uso de um simulador de direção veicular pelos candidatos à carteira de motorista na categoria B. O prazo para se adequar à norma começou a valer nesta quarta-feira (1º).
 
A norma estabelece que o aluno tenha aulas teóricas e depois passe a treinar no simulador antes de ir às ruas. Cada candidato deverá ser submetido a cinco aulas de 30 minutos de duração cada uma. O aparelho irá registrar os problemas críticos do candidato no trânsito, experiência que dará mais segurança quando ele estiver habilitado. 
 
Ao custo de cerca de R$ 40 mil, o equipamento, no entanto, deve encarecer, segundo o coordenador do Movimento de Centros de Formação de Condutores Ricardo Batista, o preço pago pelos candidatos à habilitação. "É claro que o preço alto do simulador será diluído nas taxas e repassado ao aluno. Em média, tirar a carteira deverá ficar, com essa determinação, de R$ 500 a R$ 1 mil mais caro", avalia.
 
Ainda conforme Batista, a categoria não é contrária à determinação do uso do simulador, mas à maneira como a nova norma foi instituída. “Há uma série de mudanças no Código de Trânsito Brasileiro que deveriam ser aplicadas antes que outras medidas como esta fossem adotadas. Cinco aulas em um playstation não vão funcionar para mostrar ao aluno que realidade ele encontrará, por exemplo, em uma estrada do país”, argumenta.
 
O presidente do Sindicato dos Proprietários de Centro de Formação de Condutores do Estado de Minas (SIPROCFC-MG), Rodrigo Fabiano da Silva, informou que não apoia o movimento e que, apesar de considerar a medida paliativa, apoia a decisão do Contran. O Detran-MG não disponibilizou fonte para comentar o assunto.